Ainda sem consenso, reforma da Previdência não avança na Câmara

Previsão é que o projeto só entre na pauta na próxima semana

Sem consenso entre o funcionalismo público municipal e a Prefeitura de Goiânia, o relator do projeto da reforma previdenciária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereador Wellington Peixoto (MDB), não apresentou o parecer ao colegiado durante reunião nesta quarta-feira (22). Com isso, a previsão é que o projeto só entre na pauta na próxima semana.

“Como não há um consenso entre a prefeitura e os sindicatos, resolvi não liberar o projeto”, contou o vereador à reportagem.

No plenário, a proposta de reforma voltou a ser debatida entre vereadores. A sessão foi acompanhada mais uma vez por servidores municipais, que lotaram as galerias da Casa, pedindo o arquivamento do texto.

Em entrevista ao Jornal Opção na última terça (21), Wellington Peixoto afirmou que iria acatar emenda apresentada pelo vereador Romário Policarpo (PTC), que retira da matéria o aumento progressivo da alíquota de contribuição dos servidores — um dos pontos mais polêmicos do texto.

A categoria sugere que a contribuição seja de 11%. Na proposta enviada pelo Executivo, entretanto, as alíquotas seriam de 12% a partir de 2019; 13% a partir de 2020 e 14% a partir de 2021. A emenda apresentada por Policarpo veta o reajuste.

Apesar do sinal favorável do parlamentar, o tema ainda é alvo de impasse entre representantes sindicais e a gestão do prefeito Iris Rezende (MDB). A categoria defende mais de 30 mudanças no texto original e a prefeitura já sinalizou para 18 delas.

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