“Ainda não podemos falar em greve”, diz presidente do Sintego sobre salário dos servidores

Bia Lima considera que o momento é de negociação e colaboração para que os trabalhadores recebam o que lhe é devido

Bia de Lima, presidente do Sintego | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Estado de Goiás (Sintego), Bia Lima, disse ao Jornal Opção que a categoria está em momento de negociação com o Governo sobre o pagamento da folha de dezembro e, por isso, ainda não é possível se falar em greve.

“É um instrumento legítimo que o trabalhador dispõe, mas nesse caso não cabe chamar greve, porque o Governo não está se recusando a pagar e está tentando negociar”, explicou. Segundo ela, neste momento os sindicatos têm buscado colaborar para que o Executivo encontre maneiras de cumprir com o direito do servidor.

Uma das medidas, também citadas por Bia em coletiva na quinta-feira, 3, é o chamamento de uma sessão extraordinária na Assembleia Legislativa para tratar do assunto. A seu ver, isso poderia acelerar o processo burocrático para empenho da folha de dezembro, que não foi feito pela gestão anterior.

Desde o fim do governo de José Eliton (PSDB) o pagamento do salário dos servidores referente a dezembro têm sido uma incógnita. O então governador anunciou que ele não seria pago no mesmo mês, como era esperado, e ficaria nas mãos de Ronaldo Caiado (DEM), que tem até o dia 10 de janeiro para pagar sem atraso.

O democrata e sua equipe, no entanto, afirmam que não há recursos para isso e tentam negociar com as categorias maneiras de quitar essa folha. Uma das formas especuladas pela secretária da Fazenda, Cristiane Schmidt, foi o parcelamento do salário, proposta que não foi aceita pelos sindicatos.

3 respostas para ““Ainda não podemos falar em greve”, diz presidente do Sintego sobre salário dos servidores”

  1. Vivian disse:

    Melhor definição que vi até agora nos Site de jornais

    Valdemir Medrado

    Quando se trata de salário do trabalhador, não existe a palavra NEGOCIAR. Salário tem natureza jurídica de alimentos, de caráter alimentar, a o trabalhador e sua família depende dele para manutenção de sua sobrevivência, portanto, não há o que falar em negociação de pagamento de salário atrasado. O tributos estaduais cobrados pelo estado caem na conta única do estado até o décimo dia do mês seguinte, ou seja, até o dia 10 de janeiro o estado já estará com os valores depositados na conta única, assim como estava sendo feito no governo anterior, portanto o que deve ser feito é o pagamento e não negociação. Fui presidente de uma entidade classista e se me chamasse para negociar pagamento de salário atrasado eu se quer compareceria, sindicatos, associações devem sentar-se à mesa para negociar reposição salarial das categorias e não negociação de salário atrasado, pois o salário do trabalhador é meio de subsistência dele e de sua família e não objeto de negócio.

  2. Thiago Oliveira Martins disse:

    A Bia está certa nada de greve, temos que mudar o calendário e iniciar as aulas dia 11/02, caso não recebemos Dezembro. Afinal como vamos trabalhar sem dinheiro? Fazer empréstimo e enriquecer mais os banqueiros? Aliás nem consignado é possível fazer o Estado não está pagando.

  3. Deval disse:

    Concordo que greve não seja solução, mas que tenhamos uma solução urgente. Agora e a hora do nosso governador mostrar a que veio. Deixar de pagar o funcionário que recebe menos ficará feio e causará má impressão. O governador foi eleito por pessoas que estavam cansadas de serem massacradas. Acreditamos em Caiado!

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