Ailton Graça e Hélio de La Peña lançam filme no Fica 2018

Lançamento de “Correndo Atrás” também conta com presença do diretor Jeferson De

Divulgação

A edição 2018 do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) recebe um time de peso da produção cinematográfica brasileira. No sábado (9/6), o festival terá a presença do ator Ailton Graça, do humorista Hélio de La Peña e do cineasta Jeferson De, que no sábado lançam na cidade de Goiás o longa metragem Correndo Atrás. O ator Lázaro Ramos também está no elenco no filme.

Coprodução da Raccord Filmes, RioFilme, Canal Brasil, Telecine, Globo Filmes, o filme traz uma reflexão crítica e, ao mesmo tempo, leva o espectador ao riso. Com direção de Jeferson De, que também assina o roteiro juntamente com Helio de la Peña, o filme conta com trilha sonora de BNegão e produção associada de Cacá Diegues. A obra tem a atuação de Ailton Graça, Lazaro Ramos, Juliana Alves, Rocco Pitanga, Ruam Paiva e Tonico Pereira,

O filme conta história de Paulo Ventania, interpretado por Ailton Graça, um morador do subúrbio do Rio de Janeiro que enxerga no agenciamento de jogadores de futebol uma saída para seus problemas financeiros. Ele encontra Glanderson, interpretado por Ruam Paiva, jovem jogador que, em função de uma deficiência física, não possui dois dedos e joga de forma particularmente brilhante. A comédia mostra a empreitada dos dois em busca do sucesso. Filmada em Muriaé, no interior de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a comédia é baseada no livro de Hélio de La Peña, Vai na bola, Glanderson, lançado pela Editoria companhia das Letras em 2006.

Correndo Atrás é o segundo longa-metragem cineasta Jeferson De. Seu primeiro longa-metragem, Bróder, foi exibido na mostra competitiva do 60º Festival de Berlim. O cineasta é autor do Dogma Feijoada, manifesto de 2000 que buscou promover a produção cinematográfica negra no Brasil, e traz como marca a crítica racial.

Em Correndo Atrás, a questão racial está presente na produção como um todo, desde o tema, que mostra uma população majoritariamente periférica negra e suas problemáticas, até a equipe de produção, composta em sua maioria por profissionais negros.

Tendo como personagens principais os moradores negros de comunidades cariocas, o filme usa de uma narrativa tragicômica para retratar da realidade de muitos brasileiros e colocar em pauta questões políticas, econômicas e sociais. A estreia mundial do longa foi realizada em fevereiro desse ano no 26° Pan African Film Festival, a mais importante mostra de cinema negro do mundo, realizada em Los Angeles.

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