AGM e Enel discutem situação da iluminação das rodovias estaduais que cortam cidades

Presidente da Associação diz que municípios não têm condição de assumir a fatura da energia dessas vias e pede que governo não repasse esses custos

Foto: AGM

Em reunião com representantes da Enel, Paulo Sérgio de Rezende, o prefeito Paulinho de Hidrolândia que é, também, o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), tentou encontrar uma solução para a demanda do Estado junto à concessionária para que fosse desligado o fornecimento de energia nos pontos de iluminação urbana em rodovias estaduais que cortam os municípios da região Metropolitana de Goiânia. O encontro se deu nesta quinta, 5.

Em 28 de agosto, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) fez o pedido a Enel e deu o prazo de cinco dias para o desligamento do fornecimento, com aviso de não mais pagar pelo serviço, o que ficaria a cargo dos municípios. A concessionária, que ainda não adotou a medida, pediu um adiantamento do prazo em 15 dias, período em que aproveitou para se reunir com o presidente da AGM.

“Os municípios, com a atual situação financeira que passam, não tem as mínimas condições de assumir mais esse compromisso. Por outro lado, se realmente isso ocorrer, a população sairá muito prejudicada com os graves riscos de acidentes”, apelou Paulinho ao governo de Goiás para não adotar a medida.

Técnicos da Enel também alertaram para possibilidades de avarias nos equipamentos que vierem a ser desligados. As cidades envolvidas nesta demanda são: Goiânia, Itauçu, Inhumas, Aragoiânia, Goianira, Bela Vista de Goiás e Senador Canedo.

Procurada pelo Jornal Opção, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) afirma que, nos termos da Constituição Federal, é de competência dos municípios a manutenção da rede e o custeio da tarifa de energia do serviço de iluminação pública nas rodovias estaduais no âmbito do perímetro urbano e de expansão urbana. No mês de julho, as prefeituras foram notificadas sobre o assunto​.

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