Humberto Aidar negou pedido durante Comissão Mista sob a justificativa de que a função de vice-líder ainda não é regulamentada na Casa

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Um impasse entre os parlamentares da Assembleia Legislativa (Alego) marcou a reunião da Comissão Mista na última quinta-feira, 16. Acontece que, na fase de apreciação do projeto que institui o programa de auxílio-alimentação e hospedagem para servidores da Secretaria de Economia — proposto pelo Governo —, o vice-líder de Ronaldo Caiado na Casa, deputado Zé Carapô (DC), resolveu pedir vistas à matéria.

A solicitação foi imediatamente negada pelo presidente da comitiva, deputado Humberto Aidar (MDB) sob a justificativa de que a função de vice-líder ainda não foi regulamentada na Casa. Insatisfeito, Carapô pediu a palavra e argumentou que “o que não é proibido, é permitido” perante o regimento interno da Alego.

Ao Jornal Opção ele avaliou como equivocada a decisão de Aidar e completou: “Fazendo uma analogia, o vice-líder de bancada, por exemplo, teria esse direito. Ou seja, eu poderia, de acordo com essa prerrogativa, pedir vista do processo”. O deputado Humberto Aidar foi procurado para comentar o episódio, porém não foi localizado.

Visão do presidente

À reportagem, o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB), comentou o assunto: “O deputado Humberto Aidar agiu corretamente. Não existe essa figura de vice-líder na Casa. Digo isso com tranquilidade pois tenho muito respeito pelo deputado Zê Carapô. Acontece que esse cargo não existe perante ao regimento, sendo assim, o presidente fez o correto”, avaliou.

Questionado sobre o argumento utilizado por Carapô de que “o que não é proibido é permitido”, o presidente não hesitou em afirmar: “Isso não se aplica”. E considerou: “Se fosse assim eu poderia, na próxima legislatura, adicionar mais dez parlamentares na Alego. Passaríamos a trabalhar com 51 no total já que o regimento não fala sobre isso”, exemplificou.

“Agiu corretamente”, diz Lissauer Vieria Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Por fim, esclareceu que por parte da Alego não há qualquer resistência à indicação de um vice-líder para o governo. “Não temos absolutamente nada contra. O problema é que ele não existe. O que o governo deveria ter feito era, antes de qualquer indicação, trabalhar a criação do cargo na Casa”, pontuou.

O andamento do processo foi prejudicado por falta de quórum após a longa discussão entre os parlamentares.