Aeródromo de Goiânia segue sem previsão para ser reaberto

Condomínio só será autorizado a reabrir quando Torre de Telecomunicação estiver funcionando

Foto: Reprodução.

O presidente do condomínio do Aeródromo Nacional de Aviação de Goiânia, Pedro Misael Alves, informou ao Jornal Opção que ainda não há previsão para reabertura do local. Segundo ele, o brigadeiro do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), que emitiu a decisão de fechamento, só vai permitir o retorno do funcionamento do aeródromo quando a Torre de Telecomunicação começar a funcionar.

Questionado sobre o início do funcionamento da torre, que permite a comunicação via rádio, o presidente disse que ela já está pronta, mas só pode começar a operar quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fizer seu registro de rádio.

A Anatel, por sua vez, explicou que falta encaminhar uma senha para que a administração do aeródromo faça um cadastro no sistema para que, então, publique a autorização da radiofrequência no Diário Oficial.

Conforme apurado pela reportagem, a autorização de serviço foi publicada na manhã desta sexta-feira (5/10).  Questionada sobre a liberação da senha, a agência informou que só está aguardando que o sistema a libere para que seja encaminhada para o aeródromo.

Além disso, o condomínio também aguarda a assinatura dos acordos entre o Decea e a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Essa parte do processo aguarda o estabelecimento do novo presidente da Agetop, que assumiu recentemente.

Funcionamento

Enquanto isso, as atividades no aeródromo estão paralisadas. Pedro Misael conta que já pediu ao Decea que autorize o término da retirada das aeronaves que ainda estão no local, mas teve a solicitação negada. Quando houve o fechamento, no mês passado, o Decea havia dado um prazo de dois dias para que retirassem as aeronaves do local; depois disso, todas as atividades deveriam ser paralisadas.

Quando estava funcionando normalmente, o aeródromo realizava cerca de 800 pousos e decolagens por mês, segundo Misael. Além disso, era realizada manutenção de cerca de 70 aviões por mês, por meio de 28 empresas de manutenção.

O aeródromo foi fechado pelo Decea no mês passado por falta de observância em critérios operacionais, que “constam na Instrução de Comando de Aeronáutica sobre Rádio Comunicação e falhas no auxílio à navegação”.

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