Advogados de mulheres assediadas por Tormin enviam carta à imprensa

Advogados dizem que os casos de punição a assediadores de mulheres mostram inteligência dos constituintes de 1988 pelo fortalecimento do Ministério Público

Cristóvão Tormin| Foto: Y. Maeda

Advogados das mulheres que afirmam terem sido assediadas pelo prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, publicaram nota à imprensa nesta segunda-feira, 24.  Nela, os defensores celebram que a cultura do respeito “vem paulatinamente se sobressaindo ao ranço da cultura do assédio”.

A nota ainda diz que os profissionais da imprensa “persistem em pautar a triste realidade da submissão, desafiando personalidades (inclusive representantes do velho coronelismo brasileiro) que se escondem atrás da máscara de “pai de família”, de “homem do povo”, de “homem de Deus” e se valem do posto de liderança econômica, religiosa ou política que ocupam para praticar as mais diversas truculências e desrespeitos às mulheres”.

Os advogados dizem que os casos de punição a assediadores de mulheres mostram inteligência dos constituintes de 1988 pelo fortalecimento do Ministério Público, que faz trabalho de proteção das mulheres vítimas das diversas formas de violência.

Assinam os advogados Humberto Kremer Filho e Carla Moreira Oliveira. “Não é Não!”, finaliza.

O caso

Cristóvão Tormin foi denunciado pelo crime de importunação sexual de uma servidora do município. As primeiras denúncias chegaram ao MP em novembro de 2019 e o crime contra a servidora seria apenas a primeira denúncia.

Outros casos ainda passam por investigação e também podem resultar em denúncias contra Tormin. Apesar do afastamento, o prefeito pode entrar com recurso para obter uma revisão da decisão. A investigação criminal foi produzida exclusivamente pelo MP.

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