Advogado de réus da Lava Jato, Kakay disse que “não imaginava o grau de promiscuidade”

Criminalista diz ser necessária uma investigação profunda sobre o caso

Foto: Jornal Opção

O criminalista, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, advogado de 17 réus em processos na operação Lava Jato, disse que não imaginava “o grau de promiscuidade” que havia entre membros da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

“É necessária uma investigação profunda para saber se havia uma organização criminosa tentando usar a estrutura do Poder Judiciário em proveito próprio e com fins políticos”, afirmou.

O advogado disse, ainda, ao site UOL que as questões que estão sendo reveladas são de uma gravidade ímpar. “Mesmo eu que sou um crítico contumaz dos excessos da operação Lava Jato não poderia imaginar o grau de promiscuidade, de crimes, se se comprovar o que consta das gravações”, pontuou.

Kakay é considerado um dos mais críticos dos métodos investigativos da Lava Jato entre membros da advocacia nacional. Entre seus clientes estão o ex-presidente José Sarney e os senadores Edison Lobão (MDB) e Romero Jucá (MDB).

E finalizou: “Penso, porém, para continuar coerente e escravo da Constituição, que não devemos usar os critérios que Moro e seus amigos procuradores usavam, mesmo com a absurda gravidade dos fatos. Defendo uma investigação criteriosa, séria e independente, mas sou contra a prisão preventiva destes senhores pois os fatos não são contemporâneos”.

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Dalmy Pedro

Pára né Kakay… promíscua é o que virou a advocacia criminal, que com um sistema leis falhas como no Brasil, vinham nadando de braçadas, soltando BANDIDOS e impossibilitando a aplicação da devida punição !! Mas aí veio a prisão em segunda estância e começou a atrapalhar o circo…e pode esperar, vem mais por aí !!