Professores e estudantes querem que UFG recorra contra suspensão do passaporte de vacinação

As entidades só apoiarão retomada de atividades presenciais mediante exigência do comprovante de imunização contra a Covid-19

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior (Sint-Ifesgo) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) pediram nesta quarta-feira, 22, que a Universidade Federal de Goiás (UFG) recorra junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o habeas corpus cível do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que autoriza o retorno às aulas sem a comprovação vacinal dos estudantes.  

As instituições pedem a implantação do passaporte de vacinação contra o Coronavírus (Covid-19) nas dependências da instituição de ensino. Segundo os sindicatos, a decisão do TRF fere a autonomia da Universidade. “A decisão da desembargadora Ângela Catão ignora a autonomia universitária e as deliberações da comunidade acadêmica, formada por professores, servidores e estudantes”, diz o ofício. 

No documento, as três entidades informaram à universidade que não apoiarão a retomada das atividades presenciais sem que o passaporte seja implantado. “Sabemos da importância do ambiente acadêmico para a formação, mas entendemos que a preservação da vida deve ser sempre prioridade”, afirmam. 

O ofício ainda lembra que o próprio STF, corte máxima do Judiciário, decidiu adotar o comprovante de imunização para que qualquer pessoa tenha acesso às dependências do Supremo. “Essa decisão é inaceitável. Na visão da ciência, o passaporte de vacinação é uma política pública para a proteção coletiva e o estímulo da imunização. Todos os dados científicos comprovam que vacinas salvam vidas”, afirma o presidente do Adufg, professor Flávio Alves da Silva.  

Passaporte 

A autorização do passaporte de vacinação foi aprovada pelo Conselho Universitário da UFG (Consuni) em 26 de novembro. No total, foram 55 votos favoráveis e duas abstenções. Ou seja, 96% dos votos favoráveis para a implementação do passaporte sanitário no retorno das atividades no próximo dia 17, quando as atividades presenciais da UFG serão ampliadas após dois anos de pandemia de Covid-19.  

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