Adufg reitera que são somente rumores cobrança de mensalidades nas universidades federais

Em nota, Associação dos Docentes da UFG informou que reuniões com o MEC, nesta semana, vão tratar de Fundeb e outros temas

Foto: Divulgação

Em nota, a Associação dos Docentes da UFG (Adufg) reiterou que são apenas rumores que o Ministério da Educação (MEC) cobraria mensalidades nas graduações de universidades federais. “O ministro Abraham Weintraub desmentiu os boatos pelo Twitter, garantindo que a universidade permanecerá pública e gratuita”.

Além disso, o texto informou que as reuniões marcadas para ocorrerem durante a semana abordarão outras questões, como Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além dos “programas de alfabetização e o projeto do Enem eletrônico”.  

De fato, o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, já havia dito ao Jornal Opção que para estas reuniões nada havia sido adiantado ou o que seria discutido. “A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) jamais se negou a dialogar e não fomos chamados para nada. Sempre discutimos em conjunto com os governos e dessa vez só iremos tomar conhecimento no dia da apresentação”, disse.

Outros pontos

A nota ainda lembrou que o ministro prometeu “mais trabalho e liberdade para pesquisa” nas universidades públicas, além de garantir nenhuma privatização. “Teremos um modelo moderno que nos aproximará da Europa, Canadá, Israel, Austrália, EUA, etc. A adesão das universidades será voluntária, permitindo separar o joio do trigo… As que quiserem ficar no atual modelo, poderão ficar”, replicaram o Weintraub.

E continuaram: “A graduação não será paga pelos alunos das federais. Manteremos a situação atual (pagadores de impostos), porém, a rápida deterioração das contas vista nos últimos anos será interrompida. Há avanços maiores e menos polêmicos que serão apresentados dia 17.

Conforme a Adufg, as novidades seria uma forma de autofinanciamento das instituições. A notícia foi divulgada pelo Valor Econômico e o projeto deve se chamar Future-se.

Fature-se

Para aquele site, o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, disse que um dos focos será a “internacionalização” do ensino superior, que não estará mais subordinado ao regime jurídico de direito público. Segundo ele, a cobrança de mensalidades ainda será implantada, e as contratações passarão a ocorrer pelo regime celetista ou de contratos temporários.

O projeto tem base uma ação do governo australiano dos anos 1980. O ensino do país deixou de ser totalmente gratuito para se tornar híbrido, com o estudante arcando por parte dos custos de sua formação ao longo da vida.

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