Adolescente acusado de planejar massacre em escola é filho de militar do Exército

Garoto foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre crimes de racismo e xenofobia

O adolescente de 16 anos, acusado de planejar ataques a escolas de Goiânia, estava sendo monitorado pela Polícia Civil desde abril. Ele seria filho de um militar do Exército e por isso poderia ter acesso à armamentos. No celular do garoto havia inúmeros indícios de participação em grupos que planejam massacres a escolas, além de apoio a ações e a doutrinação nazista.

Durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira, 27, a delegada responsável pelo caso, Marcella Orçai, disse que começou a investigar as ações do menino logo após a identificação de mensagens racistas e que evidenciavam que um possível ataque a uma escola de Goiânia estava sendo planejado. 

Ainda segundo a delegada, o adolescente disse que tudo era apenas uma “brincadeira”. O jovem chegou a dizer à delegada que criminosos que cometeram ataques a escolas eram vistos por ele como heróis. Segundo Marcella Orçai, o garoto tinha acesso indireto a material bélico, mas não havia uma data definida para a execução do possível ataque.

As mensagens enviadas pelo garoto em conversas com outras pessoas que partilhavam das mesmas ideias, evidenciam que o jovem é adepto da doutrina nazista. Durante seu depoimento, o menino disse à delegada que gostava mais de pessoas brancas por acreditar que elas seriam mais confiáveis. Em trocas de mensagens o jovem também cometeu o crime de xenofobia. Marcella Orçai afirma que o inquérito continuará em andamento a fim de que sejam identificadas outras pessoas envolvidas no caso. 

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