Adensamento urbano no Marista e duplicação da Rua da Divisa, no Jaó, foram temas mais polêmicos em audiência pública do Plano Diretor

Com participação de representantes de Conselhos e Associações, debate foi marcado por pedidos de que a população seja ouvida pela Prefeitura

Vereadores de Goiânia tentam retomar normalidade das sessões durante pandemia | Foto: Marcelo do Vale/Câmara Municipal

Em audiência pública desta terça-feira, 7, para debater o Plano Diretor, a discussão presidida pelo vereador Lucas Kitão (PSL) contou com a participação da secretária de Planejamento Urbano e Habitação Zilma Percussor Campos, representantes de diversos seguimentos e bairros, e da população em geral, além de vereadores.

Dentre os temas mais debatidos, o adensamento do setor Marista teve ampla participação da população por meio do chat do YouTube. Grande parte dos moradores do local são contra a verticalização do setor. Outro tema bastante pautado, foi sobre a duplicação da Rua da Divisa, no setor Jaó.

Para Adriana Reis Dourado, presidente do 31º Conselho Comunitário de Segurança de Goiânia, o projeto causará a perturbação da comunidade que mora no setor, além de não medir os impactos ambientais. Atualmente, mais de quatro mil veículos transitam diariamente pela via. Ela pontua que, com o projeto, a prefeitura pretende viabilizar o trânsito de mais de dez mil veículos, atrapalhando a segurança e harmonia do bairro.

“É preciso a Câmara intervir nisso para ver como fica. Não se pode desprezar um setor pelo aspecto de desenvolvimento desenfreado e tentando resolver a todo custo a questão da mobilidade urbana”, manifestou o presidente da Associação de Moradores do Setor Jaó, Edson Ribeiro. Ele questionou a secretária e os vereadores se havia algum projeto ou emenda com pretensão de implementar adensamento no setor.

“Não temos no setor Jaó nenhum eixo de desenvolvimento cruzando a área. O Jaó não terá área de adensamento. Foi falado na Câmara em apresentar projeto de adensamento em vias de transporte coletivo. No projeto da prefeitura não traz essa questão. Deixo a resposta para os vereadores se o projeto deles contempla”, respondeu Zilma.

O vereador Cabo Senna (Patriota), que também é morador do Jaó, prometeu dar uma atenção especial ao setor durante a discussão do Plano Diretor.

Já a vereadora Dra Cristina (PL) chamou atenção para o setor Sul. “Nós que defendemos aquele setor, temos noção da importância arquitetônica e urbanística desse setor pra nossa cidade”, afirmou. “Dar voz às demandas do cidadão, em especial do setor Sul, coibir remembramento de terreno, junção de vielas com eixos para provocar um adensamento interno desse bairro. O setor sul é um patrimônio de Goiânia”, defendeu Janaína de Holanda, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás.

“É importante que não tenhamos ansiedade na aprovação da Lei. A sociedade deve ter acesso ao relatório do ITCO e a todas as emendas. Isso vai definir como vamos morar nos próximos dez anos ou mais. As interferências vão deixar cicatrizes, marcas. Fui surpreendida com a fala da secretaria Zilma que fala que o adensamento proposto é ainda maior que o texto original. Isso nos prende a uma oferta muito precária de infraestrutura e depreciação de áreas verdes. Como disse um cidadão no chat: ‘Desfazer de áreas verdes é inegociável'”, acrescentou Janaína.

Residencial São Marcos

A vereadora Dra. Cristina ainda lembrou do despejo de família do Residencial São Marcos, no último dia 3. “A ação ocorreu em momento muito difícil para aquelas pessoas. Não há um plano para abrigar. Peço que a prefeitura reorganize a vida dessas pessoas o mais rápido possível. Não é o momento ou cronograma de fazer essa desocupação”, afirmou. A parlamentar pediu que a prefeitura suspendesse esse tipo de ação durante o período de pandemia, em que as famílias vivem situações tão vulneráveis.

Uma resposta para “Adensamento urbano no Marista e duplicação da Rua da Divisa, no Jaó, foram temas mais polêmicos em audiência pública do Plano Diretor”

  1. Rachel disse:

    Outra questão relevante sobre duplicação da rua da Divisa é tratar-se de obra em área de preservação Ambiental em meio a nascentes. Não foi transparente quanto a terraplanagens que serão feitas no pedido encaminhado à Amma. Faltou transparência, respeito à legislação e diálogo com a comunidade.

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