Acusados de matar jovem no Setor Marista são interrogados

O juíza Raquel Rocha Lemos ouviu os irmãos Arthur e Bruno Dias Stival, acusados do homicídio do estudante de administração Gabriel Caldeira na noite de 4 de abril

Foto: Aline Caetano

A juíza substituta Raquel Rocha ouviu dois dos três rapazes que são réus no processo de assassinato do jovem de 19 anos que morreu depois de sair de um bar | Foto: Aline Caetano

Em audiência realizada na tarde desta quarta-feira (13), presidida pela juíza Raquel Rocha Lemos (foto), em substituição na 2ª Vara Criminal de Goiânia, foram interrogados os irmãos Arthur e Bruno Dias Stival. Eles e Murillo Eduardo Conceição – ouvido no dia 20 de junho pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira – , são acusados de matar o estudante de administração Gabriel Caldeira de Souza, de 19 anos, baleado após sair de um bar no Setor Marista, no dia 4 de abril.

Segundo a magistrada, com isto, encerra-se esta primeira fase, quando foram ouvidas todas as testemunhas e interrogados os três acusados.

Agora, defesa e Ministério Público do Estado de Goiás (TJGO) têm prazo de dez dias sucessivos para apresentarem as alegações finais. Depois, o processo vai concluso para o juiz e logo após será dada a sentença de pronúncia ou impronúncia. “Se forem pronunciados, serão julgados pelo Tribunal do Júri, que é composto por representantes da sociedade, segundo consta da Constituição Federal”, explicou.

O primeiro a ser ouvido pela juíza foi Arthur. Ele afirmou que não viu quando Gabriel foi atingido e disse que só ficou sabendo que o estudante havia morrido no outro dia, pela televisão. “A arma era de Murilo, mas estava comigo, como forma de pagamento de uma dívida”, respondeu, ao ser questionado sobre a arma do crime que estava no carro.

Logo em seguida, Bruno entrou na sala e Arthur optou por acompanhar a oitiva do irmão. Ele também afirmou que a arma era de Murillo e que ficou na casa dele apenas de um dia para o outro. “A arma estava no carro porque ele (Murillo) disse que era para ficar com a arma até pagar a dívida de R$ 2 mil que tinha com meu irmão”, contou.

Pela acusação, estavam o promotor Ricardo Lemos Guerra e o advogado Ronaldo David Guimarães. Já Ramon Cândido da Silva, advogado da defesa de Arthur e Bruno e o advogado Jaides dos Santos Coimbra, da defesa de Murillo, também acompanharam toda a audiência. (As informações são do Centro de Comunicação Social do TJ-GO)

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.