Acusado de receber propina, Bezerra Coelho pode perder cargo de líder do governo

Porta-voz da Presidência afirma que Bolsonaro vai tratar do assunto quando retornar dos EUA; senadores defendem o colega

Depois das denúncias contra o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), acusado de ter recebido R$ 5,5 milhões em propina, o Planalto já estuda a substituição do emedebista. Para a função, são cotados ao menos dois nomes, conforme apurado pelo Estadão.

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai abordar o tema assim que retornar dos Estados Unidos, onde participa da Assembleia-Geral da ONU, na semana que vem.

Apesar disso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), bem como os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), José Serra (PSDB-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) manifestavam apoio ao colega, em reunião na residência oficial do Senado.

Inclusive, Braga disse que seria injusto Bolsonaro abandonar Bezerra nesse momento, pois quando eles mais precisaram, ele “foi muito leal a eles”. Vale destacar que Braga chegou a ter o nome relacionado para ocupar o cargo, mas rechaçou a possibilidade. Atualmente, ele é o líder do MDB no Senado.

Caso

Bezerra Coelho teria recebido, segundo a Polícia Federal, R$ 5,5 milhões em propinas de empreiteiras que deveriam realizar as obras de transposição do rio São Francisco, entre outros contratos. O fato teria se dado por negociações entre 2012 e 2014 (ele esteve ministro de 2011 a 2013), quando o senador ocupava o cargo de ministro da Integração Nacional da então presidente, Dilma Rousseff (PT). Ele era do PSB, naquele momento.

Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE), filho do senador e ex-ministro de Minas e Energia de Temer (MDB), hoje deputado federal, teria recibo, também, propinas: R$ 1,7 milhão. Além dos dois, outros também foram alvos de ações de busca e apreensão pela PF, nesta quinta, 19. A operação se deu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso.

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