Acordo por CCJ é único empecilho para Vitor Hugo migrar para PL

Parlamentar disse que o compromisso do bloco liderado por Arthur Lira deve ser cumprido com ele independentemente de sua filiação partidária

A caminho do PL para tentar o Palácio das Esmeraldas, o deputado federal Major Vitor Hugo (União Brasil) conta com um único empecilho para confirmar a sua ida para a agremiação do presidente Jair Bolsonaro (PL): o compromisso de o Bloco PP, PSD, PL, PSL, Avante, Patriota, Podemos, Republicanos, PSC, PTB e Pros, o indicar para a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para o lugar da também deputada bolsonarista Bia Kicis (União Brasil). O compromisso foi feito pelo bloco durante a composição da chapa para eleger Arthur Lira (PP) como presidente da Câmara, ainda em fevereiro de 2021.

Esse e outros assuntos foram comentados pelo deputado bolsonarista em uma entrevista para o Jornal Opção. O político esteve na última sexta-feira, 4, na sede do Jornal, onde o político confirmou o acordo e diz estar confiante para que seja consolidado. O político, contudo, aguarda a situação pós fusão entre PSL e Democratas, que resultou numa indisposição por parte do grupo após o antigo Democratas que teve a sua bancada liberada para que eles fechassem com o presidente do MDB, Baleia Rossi, ou com o próprio Lira.

Segundo o deputado, este é o principal motivo pelo qual ainda não teve a sua ficha de filiação abonada pelos liberais, em um evento que deve acontecer com todos os demais deputados que estavam na ala bolsonarista do antigo PSL. Ele precisa definir a situação até o dia 1º de abril, quando fecha a “janela partidária“, mas acha que toda a situação da indicação para a CCJR deve ser sanada em duas semanas.

“A autorização [para se filiar ao PL] eu já tenho, já conversei com o Valdemar [da Costa Neto, presidente da sigla], tenho anuência, estou só aguardando resolver essa situação, porque se trata de um acordo que foi construído na eleição do presidente [Arthur] Lira. Foi acertado uma parte da presidência das comissões para a ala bolsonarista nas quatro comissões mais a CMO [Comissão Mista de Orçamento] neste ano, e a primeira secretaria mais a ouvidoria para a ala bivarista, além da liderança do PSL para a ala bolsonarista a partir do segundo ano”, explica o deputado.  

Bloco do Lira

Ainda que esteja mudando de sigla, o PL faz parte do mesmo bloco do antigo PSL, o bloco que elegeu Arthur Lira presidente da Casa. O deputado, portanto, não corre o risco de perder a cadeira na Comissão, porque as prerrogativas de todo partido são passadas para o bloco. Ele, porém, quer sanar a situação antes de migrar para o PL.

“Os avalistas deste acordo eram os presidentes dos partidos e o próprio presidente da Câmara, Arthur Lira, que fizeram parte destas negociações.  Da nossa parte o acordo foi previamente cumprido, tanto que passamos a liderança do PSL agora, sem motivos de resistência”, acrescenta o político que sente “firmeza” no acordo. Não é a toa que ainda não fora instalada as comissões neste ano, justamente por este motivo. “Para aguardar as definições”.

Desde novembro o político tem conversado com o presidente da Câmara para sentir dele a sua disposição para que seja mantido o acordo e temos sentido que ele está “ok”, “está tranquilo”. “Também tenho conversado com os demais presidentes de partidos e está tranquilo, mas existe uma ala do União Brasil, do Democratas, que não fazia parte do bloco do Arthur, ou seja, seria uma grande incoerência se eles presidissem a CCJR”, acredita o presidente.

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