Acieg considera entrar com ação judicial para amparar empresários goianos

Entidades ligadas ao comércio demonstraram contrariedade com lockdown proposto pelo governador Ronaldo Caiado

Rubens Fileti, presidente da Acieg | Foto: Divulgação

A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Goiás (Fecomércio-GO) demonstraram contrariedade com lockdown proposto pelo governador Ronaldo Caiado.

Segundo informações do jornal Mais Goiás, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) afirmou que se não houver alternativas pelo consenso, entrará com uma ação judicial para amparar os empresários goianos.

“Recebemos a notícia todos juntos. O setor produtivo não foi convidado para discutir”, afirmou o presidente da Acieg, Rubens Fileti.

Fileti disse que essa prática já se tornou uma constante. “O governador não nos chama” reclamou.

O presidente da Acieg ainda contestou o estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG), que serviu de justificativa para a proposta de quarentena intermitente. A pesquisa apontou que, caso a flexibilização seja mantida nos municípios, Goiás pode alcançar 18 mil mortes até setembro.

Fileti argumentou que a UFG previu em nota técnica que no pior cenário (média estadual de isolamento social abaixo de 37,91%) o número de mortes no final de junho seria de 1.052 a 1.438 e no cenário mais leve (50% a 55% de isolamento), o número de mortes por Covid-19 seria, no mesmo período, entre 387 e 530. “Não duvidamos da capacidade, mas não bate com o último estudo.”

Dados do site Mapa Brasileiro da Covid-19 informou que Goiás variou de 32,5% a 46,3% de quarentena neste mês e foi registrado 437 óbitos por Covid19.

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