Deputada estadual afirma que empresa italiana não serve aos goianos como Celg servia

Deputada Adriana Accorsi | Foto: Foto Y. Maeda / Alego

Para a deputada Adriana Accorsi (PT), a Enel só pensa no lucro enquanto a população sofre prejuízos. A parlamentar afirmou que a companhia italiana teve um lucro 14 vezes maior em 2018 se comparado a 2017 (fechou o ano no azul em R$ 252 milhões e teve saldo de R$ 1,29 bi em créditos com a Receita Fiscal), com investimento R$ 80 milhões menor em relação ao mesmo período.

“Na legislatura anterior debatemos a privatização da Celg e eu fui contrária. Fizemos esse debate com servidores e colocamos que isso traria prejuízos a população. Hoje, pequenos produtores de leite estão perdendo sua produção de leite, alguns bairros ficaram dois dias sem energia essa semana; eu mesma ligue, mas não consegui falar”, disse a parlamentar e afirmou, ainda, que a empresa não serve a sociedade como Celg servia.

Correios

Na ocasião, a petista também falou sobre a ideia do governo federal privatizar os Correios. “É um patrimônio do povo brasileiro. Sou contra”, declarou.

Segundo Accorsi, além de colocar no desemprego milhares de servidores, a privatização vai prejudicar as cidades pequenas no interior do Brasil, onde não há agências bancárias. “As pessoas, principalmente as idosas, resolvem os seus problemas documentais nos Correios. O fechamento vai prejudicá-las”, pontuou temerária.

Nota da Enel sobre balanço financeiro

“A Enel Distribuição Goiás publicou no dia 17 de abril o balanço financeiro da companhia referente ao ano de 2018. Nesse período, os índices que medem a duração (DEC) e a frequência (FEC) das interrupções no fornecimento de energia melhoraram, respectivamente, 18,9% e 27,2%. A duração das interrupções atingiu o melhor patamar desde 2011, em função do maior volume de investimentos realizados para modernização e ampliação da rede de distribuição. Desde 2017, a Enel Distribuição Goiás tem investido 3,5 vezes mais no Estado, em relação aos níveis históricos destinados pela companhia quando ainda era estatal. Em 2018, os investimentos alcançaram R$ 756 milhões.
No ano, o lucro da Enel Distribuição Goiás decorrente das atividades operacionais foi de R$ 252 milhões. Adicionalmente, a companhia registrou um resultado positivo de R$ 1,29 bilhão, extraordinário e não recorrente, relacionado a créditos fiscais com a Receita Federal relativos a prejuízos que foram acumulados pela distribuidora durante o período em que ainda era estatal. Estes créditos fiscais, que não têm relação com os resultados operacionais da empresa e não possuem efeito no caixa, poderão ser compensados futuramente de Imposto de Renda e Contribuição Social que for devido.
Como antes da privatização a distribuidora apresentou prejuízo durante mais de 20 anos, sem perspectiva de lucro futuro, a empresa não estava apta a utilizar o mecanismo dos créditos fiscais, previsto na legislação do Imposto de Renda (Lei 8.981/95, art. 42) e que se aplica a qualquer empresa brasileira desde 1995. Como voltou a apresentar resultados positivos, a distribuidora passou a recolher novamente os impostos à Receita Federal e, com base nas perspectivas de resultado positivo nos próximos anos, pode utilizar os créditos fiscais acumulados no passado, de forma gradativa, em um período estimado de 10 anos, respeitando as normas contábeis e tributárias vigentes.
O reconhecimento dos créditos fiscais mencionados é importante para o fortalecimento do balanço contábil da companhia, permitindo que a empresa tenha capacidade de buscar fontes de financiamento mais adequadas para a sua atividade operacional e seus investimentos futuros, tornando-a mais sustentável para atingir os compromissos de melhoria na qualidade dos serviços”.