Ação para atender pequenos empresários é lançada em Goiás

Sebrae realizará, todas as quartas-feiras, atendimento para orientação, informação e capacitação de empresas com faturamento de até 4,8 milhões. Crédito será facilitado

Uma ação que visa informar, orientar e capacitar pequenos empresários será lançada, na próxima quarta-feira, 3, em Goiânia. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) será responsável por este atendimento. Foram, ainda, realizadas parcerias para facilitar crédito para esse público.

O atendimento será voltado para microempresas, empresas de pequeno porte (EPP) e microempreendedor individual (MEI) com faturamento de até 4,8 milhões por ano. A ação contém duas etapas: uma que orientará o empresário, realizada pelo Sebrae, e outra que facilitará o crédito. Esta última está sob responsabilidade da Associação de Garantia de Crédito GarantiGoiás.

A partir do dia 3 de novembro, todas as quartas-feiras, o empresário poderá ir, das 8h às 18h, sem agendamento, até o Sebrae da Avenida T-3, no Setor Bueno, em busca do atendimento. Uma ação piloto já era realizada para averiguar a viabilidade do projeto. Agora, será oficial.

A gerente da regional central do Sebrae explicou os pontos positivos da ação. “Juntamos, em um único espaço, esses serviços financeiros de atendimento. Vai facilitar o acesso do nosso cliente. O Sebrae entra com consultoria para crédito consciente e, posteriormente, o empresário é direcionado para a garantidora”, pontuou Larissa Ribeiro.

A gerente ressaltou que, caso o empresário tenha interesse em contratar o crédito, terá condições especiais. A taxa de juros será de 0,98% ao ano em prazo de 24 meses. Segundo o presidente da GarantiGoiás, Pedro Alves, a taxa fora da parceria é de 1,14%.

O valor mínimo da operação será de R$ 6.250,00 e o máximo de R$ 100 mil. A garantia será de até 80% da operação. Os segmentos empresariais a serem atendidos serão comércio, indústria, serviços e agronegócios. O produtor rural também terá direito de acesso ao crédito.

Papel do Sebrae

O primeiro momento do empresário que chega para o atendimento é passar por uma assessoria. Neste ponto, o Sebrae realizará a informação, a orientação e a capacitação do responsável pela empresa. O perfil é analisado. “É preciso que o acesso ao crédito seja consciente para que não vire um problema depois. Nossos especialistas são necessários para ajudar o pequeno negócio a ter consciência da contratação de crédito”, pontuou Larissa Ribeiro.

O Sebrae fornece cursos de capacitação aos empresários. Alguns deles são: Gestão Financeira, Como Controlar Fluxo de Caixa e Como Alavancar as Vendas. Diante da pandemia, a necessidade de orientação às pequenas empresas cresceu. “Algumas empresas, no ano passado, buscaram crédito, mas não estavam preparadas para isso”, disse a gerente regional.

A ação visa, também, gerar emprego e fortalecer o ramo dos pequenos negócios. “Sebrae Goiás está ampliando e reforçando sua atuação neste momento da retomada da nossa economia, de forma ampla, presencial e virtual. E, para tanto, passamos a ofertar novo atendimento presencial dentro da sede do Sebrae Goiânia (Avenida T-3, 1000, Setor Bueno), com consultores para o atendimento das pequenas empresas interessadas na obtenção de crédito orientado e com garantia. Sebrae realiza esta ação em parceria com a Sociedade Garantidora de Crédito (SGC) de forma a atender e orientar para que os empresários tenham base de informação e planejamento para voltar ao mercado de forma fortalecida. Este novo serviço de atendimento e orientação será sempre às quartas-feiras. O empreendedor pode procurar o Sebrae e receber o atendimento individual e com todos os protocolos de segurança estabelecidos pelos órgãos sanitários, neste momento” enfatizou o Diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto.

GarantiGoiás

A associação é mantida por 12 entidades classistas. Com objetivo de oferecer garantia para que o microempreendedor tenha acesso ao crédito, a parceria com Sebrae foi bem recebida pelo presidente da GarantiGoiás. “No Brasil, precisamos gerar emprego. Não podemos pensar que só o governo deve socorrer. Tem de ajudar a população vulnerável, mas isso não pode ser perene, tem de ser passageiro, tem de ter uma porta de saída. Uma dessas formas é viabilizar a pequena empresa”, apontou Pedro Alves.

Segundo o presidente da associação, de 2019 a 2021, a garantista já possibilitou crédito a 437 empresas. Foram cerca de R$ 21 milhões em empréstimos. “Esse socorro financeiro deu oxigênio para elas continuarem operando”, disse Pedro Alves. Esse sistema de contratação de crédito existe em outros estados da federação como Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Como funciona a contratação

A GarantiGoiás funciona como avalista do crédito contratado pelo empresário. A associação conta com fundo de R$ 4,3 milhões para garantir que a dívida será paga. Com isso, a credibilidade do contratante aumenta perante instituições financeiras, que fornecem o empréstimo. A ação tem parceria do Banco Sicoob e de outras cooperativas.

Antes de implementar o sistema em Goiás, Pedro Alves conta que visitou Espanha e Portugal para conhecer as garantidoras desses países. “Lá, mais de 70% dos créditos para microempresas são avalizados por garantidoras”, explicou o presidente da associação.

No período de teste, realizado nas últimas semanas, o Sebrae encaminhou cerca de sete contratantes para a garantidora. “Se o empresário for no banco, vai pagar 2% ou 3% de juros ao mês, vai precisar de avalista ou dar bens em garantia. Aqui, não existe isso. É feito o cadastro e, se não tiver nada que denigre a imagem dele, a operação de crédito é feita”, explicou Pedro Alves, que acrescentou: “temos parceria com o Sicoob, com cooperativas de créditos, de onde sai o dinheiro para eles”.

A credibilidade de Pedro Alves perante os empresário foi um dos fatores determinantes para viabilizar a ação. O Sebrae investiu R$1,5 milhão no fundo garantidor para possibilitar os empréstimos. Diante da impossibilidade de o Estado investir, cooperativas se prontificaram com mais R$1,5 milhão. O total de fundo hoje beira os R$ 4,3 milhões.

A ação reflete na economia. Para o presidente da associação, investir no pequeno empresário é uma forma de gerar emprego. “O pequeno empresário consegue seu emprego. De repente, consegue mais 2 ou 3 empregos. Além disso, pode estourar e virar um grande gerador de empregos”, pontuou Pedro Alves.

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