Ação da PF retira manifestantes de ocupação no Ministério da Cultura no Rio

MinC afirma que dialogava com manifestantes, mas recebeu denúncias de vandalismo; manifestantes declaram que vão resistir, ocupando a área em frente ao prédio

Manifestantes afirmam que continuarão com ocupação| Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Manifestantes afirmam que continuarão com ocupação| Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta segunda-feira (25/7), o mandado de reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema concedido pela Justiça Federal após solicitação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A retirada dos manifestantes que ocupavam o prédio começou por volta das 6h.

O edifício, que funciona como sede regional dos ministérios da Educação e da Cultura, já estava ocupado há 70 dias. A justificativa inicial era a extinção do Ministério da Cultura (MinC). O movimento continuou mesmo com a recriação do Ministério, como protesto contra o impeachment da presidenta eleita, Dilma Rousseff (PT).

“A desocupação foi ilegal, antidemocrática e fere a Constituição. O pilotis do Gustavo Capanema é um espaço público”, disse o advogado Rodrigo Mondego, que representa os manifestantes do chamado Ocupa MinC.

De acordo com Mondego, a retirada dos manifestantes foi pacífica, mas os ocupantes estranharam a ação policial em um primeiro momento. O advogado afirmou ainda que ninguém havia sido avisado da decisão judicial.

“Não fomos comunicados da decisão da Justiça que foi dada na última sexta-feira [21]. Agora, simplesmente a polícia chega aqui com oficiais de Justiça e expulsão dos manifestantes de uma área pública da qual eles não poderiam ser retirados”, acrescentando que muitos locais do prédio estão abandonados.

Em nota, o MinC afirmou que desde o fim de maio busca o diálogo com os movimentos de ocupação artística e que as manifestações são expressões de cidadania. Entretanto, o ministério afirma ter recebido relatos de “depredação do patrimônio público, ameaça aos servidores públicos, uso de drogas, presença de indivíduos armados, além da circulação de menores”.

No caso específico do Palácio Gustavo Capanema, continua a nota, havia a necessidade de desobstruir o mezanino e o pilotis, além do esvaziamento do edifício, para que as obras de reforma tivessem continuidade.

Em sua página de Facebook, o movimento “Ocupa MinC RJ” anunciou que continua a ocupação, agora de frente ao prédio. “É bom que vocês saibam que a nossa resistência só se amplia a partir de agora! Vamos continuar ocupados em frente ao prédio, porque o Capanema é do povo e não de um governo golpista!”, afirma o grupo em uma de suas postagens. (Com informações da Agência Brasil)

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