Abin inspecionou Inep por cinco meses antes da crise do Enem que levou a exonerações

Em 2021, 37 pedidos de exoneração foram realizados na véspera da prova do Enem; Abin fez oficinas para os funcionários e checagem do sistema de segurança

Documentos entregues à Câmara dos Deputados pelo Ministério da Justiça mostraram que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) passou cerca de cinco meses inspecionando o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) antes da crise interna que acarretou em 37 pedidos de exoneração que ocorreram na véspera da prova do Enem de 2021. Informação foi encontrada em um documento resposta do Governo Federal ao deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e divulgada pela Coluna do Estadão, nesta sexta-feira, 4.

O ofício enviado pelo deputado buscava respostas no âmbito de denúncias feitas por servidores sobre um policial federal ter acessado o local de conferência das provas. Servidores do Inep ainda revelaram que, na ação que fez parte do Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC), a Abin fez oficinas para os funcionários e checagem do sistema de segurança com o objetivo de sugerir melhorias, como a prevenção de ataques ao sistema e possíveis vazamentos de informações.

Ainda de acordo com a Coluna, na resposta enviada ao deputado do PSB, é dito que a Abin produziu “um longo e completo relatório sobre a segurança dos ambientes e dos processos relacionado à produção de provas, como o Enem”. Quanto ao acesso às provas, foi esclarecido que as questões do exame são elaboradas e guardadas no local que é chamado de “sala segura” do Inep. Nesse lugar, apenas pessoas autorizadas podem entrar, após serem inspecionadas. No entanto, mesmo a existência de todo esse protocolo não impediu o aparecimento de denúncias.

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