Aberta temporada de caça aos focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya

Goiás é líder nacional na incidência de dengue. Clima chuvoso deixa o Estado em alerta enquanto setor privado tenta mudar situação

Foto: Reprodução

Entre os meses de janeiro e outubro de 2018, o número de casos de dengue em Goiás aumentou 23,7%, em comparação ao mesmo período em 2017, e já supera o total de registrados feitos em todo o ano anterior, fazendo do Estado o líder nacional na incidência da doença, conforme o Ministério da Saúde. Os números da Secretaria Estadual de Saúde (SES) reforçam ainda mais a necessidade do contínuo trabalho de combate aos focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, já que a chegada do período chuvoso, aliado à altas temperaturas, formam a configuração ideal para proliferação do vetor da dengue e de outras três doenças: chikungunya, Zika vírus e febre amarela.

As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti colaboraram para a diminuição em 75% dos casos de zika em Goiás, de janeiro a outubro de 2018, na comparação a igual período em 2017. A constatação é do Ministério da Saúde (MS), que contabilizou 917 casos da doença no Estado, nos últimos dez meses, contra 3.812 registrados de janeiro a outubro do ano passado. Mas apesar desse dado positivo, Goiás amarga o título de Estado com maior quantidade de registros da doença.

Os dados acima e o clima úmido e quente abrem oficialmente a temporada de caça aos focos do Aedes aegypti nos canteiros de obras. Em empreendimentos de grande porte esse trabalho de combate ao mosquito é contínuo ao longo do ano, mas passa a ser intensificado com a chegada do período de chuvas.

“Para minimizar os riscos, semanalmente realizamos uma ação de limpeza nas obras, onde são recolhidos objetivos e borrifados produtos que combatem o mosquito, para eliminar possíveis focos”, informa a gestora ambiental, Cinthia Martins, Ela destaca que nas obras há uma atenção redobrada com as lajes, onde a água se acumula facilmente.

Para auxiliar na redução desses números, uma construtora em parceria com biólogos do Centro de Controle de Zoonoses de Goiânia, irá realizar uma força-tarefa com ações preventivas para além de seus canteiros de obras. As ações ocorrerão na próxima terça-feira, 11, e quarta-feira, 12, antecipando à chegada do verão, que por suas características de dias quentes e úmidos cria as condições climáticas que favorecem a procriação do mosquito transmissor.

O ajudante de pedreiro Edvaldo Braga é um dos caçadores de focos do mosquito transmissor em obras de uma construtora. Além de conscientizar amigos e vizinhos e combater a proliferação do foco do mosquito, o trabalhador conta tem realizado ações práticas para o combate ao mosquito nas redondezas onde mora. “A gente tem feito mutirões de limpeza na rua para que o mosquito não apareça lá”, revelou.

Casos em Goiânia

Dados do Ministério da Saúde alertam para surtos de epidemias do mosquito Aedes Aegypti em 1.153 municípios, em todo território brasileiro. Goiânia registrou até a primeira semana de novembro 26.322 casos de suspeita de dengue, com 15 mortes. Mesmo com números tão elevados, a incidência da infestação diminuiu em relação a 2017, quando 32.447 foram notificados.

Com relação ao Zika Vírus e a Chikungunya, doenças também transmitidas pelo Aedes Aegypti, os números são menores que em 2017, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde. Ano passado foram registrados 80 casos de chikungunya enquanto neste o número de notificações é de 61. Já os casos de Zica caíram de 2.771, no ano anterior, para 356 este ano.

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