Supermodelo que tem Síndrome de Down conquista o mundo da moda

Madeline Stuart, de 23 anos, aparece nas principais revistas de moda e faz pelo menos dezoito grandes desfiles do ano

Juscelino Goulart de Oliveira

Especial para o Jornal Opção

Rio de Janeiro — O mundo está ficando cada vez mais inclusivo e, portanto, diversificado. O belo está perdendo um certo tipo de padronização — quase sempre europeu (até Jesus Cristo se tornou “ariano” nas pinturas dominantes) — e, sob pressão da sociedade moderna, ganha variações democráticas. Veja-se o caso da belíssima supermodelo australiana Madeline Stuart, que tem Síndrome de Down.

Em 2015, possivelmente contra opiniões contrárias de supostos experts, Madeline Stuart decidiu entrar para o mundo da moda. Agora, aos 23 anos, é uma supermodelo consagrada. Nas entrevistas, frisa sempre que seu objetivo é mais ser um “modelo de vida” — do estilo “é possível, não desista de seu sonho” — do que um mero instrumento para vender produtos como cosméticos, perfumes, relógios e roupas. Nos desfiles de Nova York, uma das mecas da moda, a jovem rouba a cena, e sem fazer esforço. Porque é bela e, ao mesmo tempo, uma modelo super profissional.

Madeline Stuart tem feito ensaios, tido como fabulosos, para revistas como “Vogue” e “Cosmopolitan” — que toda pessoa antenada com o mundo da moda conhece e acessa. Faz 18 desfiles por temporada. Em média. “Ela é um fenômeno ao redor do mundo. Uma poderosa defensora da inclusão e diversidade na moda. E é uma supermodelo”, disse a revista inglesa “Blush”, que lhe deu capa.

No momento, de quarentena, Madeline Stuart está na Austrália. Está ansiosa para voltar às passarelas. “Tento sempre lembrar às pessoas que as dificuldades são temporárias. Espero poder continuar espalhando uma mensagem de aceitação e inclusão”, afirma a supermodelo.

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