“A montanha pariu um rato”, diz novo presidente da Adial sobre relatório da CPI dos incentivos

Tchequinho assume Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) e diz que vai trabalhar em conjunto com governo para ampliar parque industrial

Novo presidente da Adial rebate relatório da CPI dos incentivos ficais

“Depois de 12 meses de exposição negativa das empresas e de Goiás para investidores de todo Brasil, de até submeter empresários empresas a situações constrangedoras desnecessariamente, o que se conseguiu ao final foi a montanha parir um rato”.  Essa é a avaliação do novo presidente executivo da Adial sobre o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos incentivos fiscais. Para Edwal Portilho, popularmente conhecido como Tchequinho, depois de um ano de investigações se esperava mais.

“A verdade é que esse relatório aponta os problemas do estado em fiscalizar e fazer vistorias para concessões de benefícios”, disse Tchequinho em entrevista ao Jornal Opção.

Para ele, o documento final da CPI traz  números confusos e conclusões equivocadas sobre a importância dos programas de incentivos fiscais para o desenvolvimento econômico e geração de empregos em Goiás. Segundo levantamento da entidade, o custo médio do emprego gerado pelos incentivos fiscais no Estado é de R$ 1.285,00 por mês. “A soma dos incentivos do
Produzir, Fomentar e créditos outorgados concedidos pelo Estado é de R$ 5,7 bilhões
por ano. Se dividirmos isso pelos 350 mil empregos diretos gerados atualmente pelas
indústrias incentivadas, temos como resultado um valor médio de R$ 1,2 mil por mês. É
uma falácia, é uma mentira afirmar que tem emprego que custa até R$ 10 milhões por
ano em Goiás”, argumenta.

Outro número questionado pelo presidente-executivo da Adial Goiás, apresentado no relatório do deputado estadual, é que apenas 2% dos incentivos fiscais concedidos no Estado exigem contrapartida das empresas. “Os dois programas de incentivo fiscal, Produzir e Fomentar, exigem diversas contrapartidas das empresas, como geração de empregos, repasses para a OVG, dentre outros. Já os créditos outorgados exigem como contrapartida das empresas recolher 15% do benefício concedido para o Protege. Só de Protege, nos últimos 12 meses, foram arrecadados mais de R$ 700 milhões pelo Estado. Então, como o deputado chegou à conclusão que, desde 2014, apenas R$ 320 milhões viraram contrapartida pelas empresas incentivadas? Não faz nenhum sentido a conta apresentada se apenas no ano passado foi arrecadado mais que o dobro desse montante”, afirma Tchequinho.

Novo presidente da Adial

Assembleia realizada na última segunda-feira, 09, elegeu Tchequinho para presidente executivo da Adial. Ele assume o posto no lugar de Otávio Lage de Siqueira Filho. O novo líder da entidade chega ao cargo com a missão de expandir o parque industrial do Estado.

“Vamos consolidar o parque industrial goiano. Esse será nosso desafio e vamos trabalhar para isso”, diz Tchequinho. Hoje Goiás ocupa o sétimo lugar entre os estados com maiores parques industriais. “Queremos ultrapassar o Rio de Janeiro que está em sexto’, completa.

Outro foco de Tchequinho é gerir a Adial em sinergia com o governo do estado. “Queremos em parceria ampliar a força do empresário goiano e fortalecer nossa economia”, afirmou.

Tchequinho é rio-verdense, Zootecnista, empreendedor do setor rural. Foi executivo de grandes indústrias e atua como consultor para empresas multinacionais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.