À frente do PSDB goianiense, Aava Santiago diz que falta oposição do partido a Bolsonaro 

Pré-candidata a deputada federal critica que parlamentares tucanos “flertem com o bolsonarismo por êxito eleitoral” 

Primeira mulher a presidir o PSDB em Goiânia, a vereadora Aava Santiago afirmou ao Jornal Opção que vem oxigenando o partido localmente. Uma das mudanças foi a reformulação de toda a Executiva Municipal, que passou a contar com mais mulheres nas funções de direção. “Uma reflexão que sempre faço, e que é evidente e salta aos olhos, é que, não só a política é uma estrutura masculina, mas os partidos políticos são eminentemente brancos e masculinos. Todos eles, da direita à esquerda, passando pelo centro”, observa a parlamentar. 

Acerca da desidratação do PSDB em Goiás, Aava compara a situação tucana com o que ocorreu com o MDB, quando o ex-governador Marconi Perillo ascendeu ao Governo de Goiás, em 1998. Neste momento, segundo ela, o MDB está se fortalecendo novamente. “São ciclos e esses ciclos são necessários para a democracia. Os partidos que, eventualmente, permanecessem sempre ‘grandes’ correm grandes riscos de se tornarem autocratas. Então é importante que eles tenham perdas, que passem por processo de enfraquecimento, para que eles possam refazer os seus passos e ter seus espaços ocupados por outras pessoas”, pontua. A parlamentar cita o próprio exemplo, que após vencer as eleições para a Câmara de Goiânia, solicitou à direção estadual do partido a presidência metropolitana da sigla. Onde, está atuando para reformular toda a estrutura partidária no intuito de projetar novamente a sigla em Goiás. 

No entanto, ela critica a maneira atual do PSDB de fazer política a nível nacional, por não apresentar um posicionamento mais incisivo contra o Governo Federal. “Hoje, eu acredito que o PSDB precise se posicionar de forma mais enfática, clara e, principalmente, cristalina e transparente em oposição, não só ao Bolsonaro, mas a essa agenda que chamamos de bolsonarista”. Para ela, essa atuação é necessária para que a sigla não perca força e credibilidade, quando se permite que parlamentares no Congresso Nacional “flertem com o bolsonarismo por êxito eleitoral”. “Eu não acho que a vitória da urna vale tudo isso, não vale por medo de perder voto, por medo, até mesmo, de perder eleição”, emendou.

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