Deputado afirma que Enel investe R$ 300 milhões a menos do que divulga

Para presidente da CPI da Enel na Assembleia Legislativa, Henrique Arantes (MDB), empresa “mente para o povo goiano sempre que tem oportunidade” 

Deputados em reunião com a Aneel | Foto: Reprodução

Os deputados Henrique Arantes (MDB), Cairo Salim (Pros) e Alysson Lima (Republicanos) participaram, na tarde desta quinta-feira, 5, de uma reunião com dirigente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília.

Os parlamentares, após diversas reuniões em diferentes regiões do Estado, se mobilizaram para apresentar aos dirigentes da Agência as reclamações colhidas quanto a prestação de serviço da Enel Goiás no Estado.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Henrique Arantes, explicou que se dirigiu até Brasília em busca de socorro. “Viemos pedir que a Aneel aplique punições contra a Enel e também checar a possibilidade da caducidade do contrato. (…) Reclamamos muito da má prestação do serviço. Eles [os técnicos] concordam que precisamos melhorar”.

Logo após o encontro, Arantes também reiterou que “a Enel mente para o goiano”. “Sempre que tem oportunidade falam que investem no Estado. Mentiram na CPI, mentiram em reuniões com o governador, com presidente da Assembelia Legislativa [Alego], com o presidente do Tribunal de Justiça [TJGO] e hoje tivemos a informação que eles investem em torno de 400 milhões por ano, cerca de 300 milhões a menos do que eles dizem que investem”.

País benevolente

Já o deputado Cairo Salim, relator da CPI no Parlamento, acrescentou que procurou a Aneel para pedir que priorize Goiás. “Se é o pior Estado em distribuição de energia elétrica e se temos uma Agência reguladora desse porte, por que ela não focar em Goiás e nos ajuda a melhorar o serviço de energia?”, questionou.

Salim disse ainda que não ficou satisfeito com o resultado da reunião e afirmou que o Brasil é um país muito benevolente com as empresas que monopolizam os serviços de energia. ‘‘É importante que o Poder Judiciário, Ministério Público e Parlamento se mobilizem, juntamente com a opinião pública, para pressionar essas empresas e exigir melhorias’’.

Prorrogação dos trabalhos

Alysson Lima, por sua vez, disse ter saído da reunião frustrado com o resultado. “Foram quase 3 horas e saí frustrado. A Anel está fazendo vista grossa com o que está acontecendo em Goiás. Infelizmente eles [Aneel] não possuem nenhuma punição rigorosa a médio e longo prazo para empresa”.

Por fim, Lima sugeriu a extensão dos trabalhos da CPI até que o problema seja resolvido. “A CPI está prestes a se encerrar, no entanto, entendo que seria interessante prorrogarmos os trabalhos já que o assunto continua em evidência e a sociedade insatisfeita com a prestação do serviço”, ponderou.

Além dos deputados estaduais, participaram do encontro o deputado federal Elias Vaz (PSB), os superintendentes da Aneel, André Ruelli, Davi Antunes Lima, e Giácomo Francisco Bassi Almeida. A Enel foi procurada para comentar as acusações, mas ainda não se posicionou sobre o assunto.

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