65% dos trabalhadores LGBTQIA+ dizem já ter sofrido discriminação no trabalho

Pesquisa apontou que 47% deles têm renda média inferior a quatro salários mínimos, enquanto esse mesmo índice é de 36% para outras pessoas

Uma pesquisa revelou que 65% dos profissionais LGBTQIA+ brasileiros dizem já ter sofrido discriminação no trabalho. Outros 28% foram vítimas de assédio — índice que cai para 18% entre pessoas heterossexuais.

O estudo, feito pela consultoria Santo Caos, mostrou ainda que 47% dos trabalhadores LGBTQIA+ têm renda média inferior a quatro salários mínimos, enquanto esse mesmo índice é de 36% entre pessoas fora da sigla.

A pesquisa considerou como discriminação todo tipo de atividade preconceituosa, mesmo que velada, como ironias, piadas e insinuações jocosas. Já o ato de ofender explicitamente alguém por causa de uma característica foi classificado como assédio. Foram ouvidos 20 mil trabalhadores de todos os estados e Distrito Federal.

O levantamento aponta para uma maior concentração de LGBTQIA+ no Sudeste (62%), seguida por Nordeste (20%) e pelo Sul (10%).

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