59% das pessoas com comorbidades em Goiás ainda não foram tomar a vacina

Estado avalia que número de pessoas tenha sido superestimado e que até o momento 248. 769 doses foram aplicadas em pessoas que integram o chamado grupo de risco

Em todo o Estado foram destinadas 616. 561 doses de imunizantes contra a Covid-19 para pessoas com comorbidades. No entanto, até o momento apenas 248. 769 foram aplicadas. O que significa que 59,6% da população que integra esse grupo ainda não procurou os postos de vacinação.

Até o momento 247.454 pessoas desse grupo tomaram a primeira dose e apenas 1.315 foram totalmente imunizadas com as duas aplicações. Uma utilização total de 40,35% das doses destinadas. As razões para a baixa procura ainda não são conhecidas, mas há a hipótese de que o Governo tenha superestimado o número e feito um cálculo acima do real. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) destaca que o número baixo pode também ser resultado da demora das prefeituras a notificar o Estado.

Ou, ainda, há a possibilidade de as pessoas não estarem buscado as vacinas por medo ou falta de informação. Em conversa com o Jornal Opção, a superintendente de Vigilância em Saúde do Estado de Goiás, Flúvia Amorim, fala sobre a possibilidade de que o número de pessoas com comorbidades tenha sido superestimado por parte do Estado.

A possibilidade foi levantada diante do fato de que a vacinação desse grupo ocorre desde a primeira semana de maio, houveram diversas chamadas, busca ativapor parte dos municípios e “não chegou [para ser vacinado] aquele quantitativo que era esperado”, explica Flúvia Amorim.

Fraudes em atestados médicos e denúncias

Uma das preocupações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é a falsificação de laudos médicos para comprovar falsas comorbidades e conseguir a imunização contra a Covid-19. Flúvia destaca que isso é uma preocupação no sentido de constituir em uma ilegalidade, mas não acredita que isso tenha acontecido de forma significativa a ponto de atrapalhar o avanço da imunização no Estado.

“O quanto isso está acontecendo, é difícil saber, já que não cabe à Secretaria fazer esse tipo de investigação, e sim à Polícia. A orientação que o Ministério Público tem dado é que em caso de suspeita de fraude, é preciso entrar em contato com o MP ou com a própria polícia, fazendo boletim de ocorrência”, orienta.

A superintendente, entretanto, reforça o alerta da manutenção dos cuidados, por parte da população, ao aumento de casos de contaminação da doença percebido nos últimos dias. “A população parece ter a percepção de que a pandemia acabou, existe preocupação quanto ao aumento de casos de contaminação pela Covid-19, que já está acontecendo. Isso, devido ao comportamento das pessoas em fins de semanas e feriados, por exemplo”, complementa.

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