27 escolas goianas podem aderir ao ensino médio em tempo integral

Lista preliminar do MEC afirma que oito unidades já foram aprovadas e outras 19 foram aprovadas com ressalva

Escolas de Goiás aderiram ao programa do governo que vai ampliar o ensino médio em tempo integral nos próximos dois anos | Foto: Fernando Leite

Escolas de Goiás aderiram ao programa do governo que vai ampliar o ensino médio em tempo integral nos próximos dois anos | Foto: Fernando Leite

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta sexta-feira (9/12), a lista preliminar das unidades escolares que foram aprovadas apara adesão ao Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral do governo federal.

Das 30 escolas goianas que encaminharam inscrição, 27 foram aprovadas ou parcialmente aprovadas. Na lista divulgada nesta sexta, oito aparecem como aprovadas para o programa e outras 19 estão deferidas com ressalvas e precisam de ajustes nas propostas para serem aprovadas. Outras três foram indeferidas por não atenderem aos requisitos mínimos para participação.

As Secretariais Estaduais e Distrital de Educação de todo o Brasil inscreveram 290 mil estudantes de 586 escolas. O Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral foi instituído pela Medida Provisória nº 746/2016, em 22 de setembro e pela portaria de nº 1.145, de 10 de outubro, do Ministério da Educação.

Os governos estaduais ainda podem recorrer da decisão e a lista final será divulgada ainda em dezembro.

O secretário de Educação Básica, Rossieli Soares da Silva, destaca que o número de inscrições representa o entendimento dos dirigentes de Educação de todos os Estados sobre a importância da política de expansão das escolas em tempo integral. “Esta política foi um desafio posto como prioridade pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, que já está se tornando realidade. A meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que 50% das escolas e 25% das matrículas devem ser integrais até 2024. No ensino médio é onde esta penetração, hoje, é mais baixa, com um número na casa de 5% de matrículas”, explica.

Para adesão ao programa foram priorizadas escolas com maior nível de vulnerabilidade socioeconômica, tendo como único fator de seleção a proximidade dos estudantes da escola, ou do local de moradia. “Tais critérios têm como objetivo promover a equidade e levar uma escola mais atrativa para os jovens que mais precisam”, ressalta Rossieli.

O Ministério da Educação fomentará esta política com investimentos na ordem de R$ 1,5 bilhão, ao longo de dois anos, chegando a 500 mil novos estudantes de ensino médio no regime de tempo integral até o final do programa. A implantação do tempo integral nas escolas pode ocorrer de uma única vez ou de maneira gradual, com início no primeiro semestre de 2017. (Com informações Ministério da Educação)

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