1º dia de embarque prioritário reduz aglomeração no transporte coletivo, mas registra problemas pontuais

Demanda de transporte coletivo reduz em mais de 40,6%; até o momento, a plataforma Embarque Prioritário registrou mais de 70 mil cadastros

Terminal da Praça da Bíblia, em Goiânia. | Foto: Jornal Opção

Foi dado início, na manhã desta terça-feira, 23, o controle de entrada de passageiros em ônibus e terminais, para prioridade de embarque dos que atuam em serviços essenciais em horários de pico. Apesar da redução da aglomeração no transporte coletivo ter chegado a 40,6%, segundo a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), com a medida que visa diminuir a transmissão do novo coronavírus, foram registrados problemas pontuais que impediram o embarque de passageiros.

Com a nova estratégia, trabalhadores que atuam em serviço essenciais passam a ter prioridade de embarque no transporte coletivo durante noventa minutos, nos horários de pico – que vão de cinco e quarenta e cinco às sete e quinze da manhã e o da tarde, das quatro e quarenta e cinco às seis e quinze.

A limitação de usuários está sendo realizada por meio de cadastro na plataforma Embarque Prioritário e do sistema de bilhetagem eletrônico, que permite ou bloqueia a passagem de pessoas, conforme sua situação cadastral. Até o momento, de acordo com levantamento realizado pela CMTC, mais de 70,3 mil cadastros já foram registrados na plataforma, sendo 2 mil feitos na manhã desta terça-feira.  

“Nesse momento em que a vacina ainda é escassa, a restrição de mobilidade é uma forma de se conter a disseminação da doença. Nesse momento em que as pessoas também estão tomando a responsabilidade da doença para si, o fato de não aglomerar no transporte público pode ser um fator de achatamento da curva de contaminação”, explica o secretário de Saúde Municipal de Saúde de Goiânia, Durval Ferreira Fonseca.

Na manhã festa terça-fera, 23, foi possível registrar queda de 40,6% na demanda nos transportes coletivos e de 42,5% no Eixo Anhanguera. No entanto, problemas pontuais foram registrados. Segundo relatório elaborado pela RedeMob Consórcio, dentre essas adversidades estão a vandalização de um veículo de transporte coletivo, a retenção de outros dois em razão de usuários tentarem viajar sem cadastro, aglomerações do lado de fora de alguns terminais, agressão física a uma profissional do transporte e 0,02% reclamações por falhas no cadastro.

As principais motivações constatadas pelo Jornal Opção quanto ao impedimento de embarque de passageiros que afirmaram ser prestadores de serviços essenciais, foram problemas na situação cadastral – como a insuficiência ou erros nos dados cadastrados ou a falta da documentação exigida –, não portarem documentos que comprovem atuação em serviços prioritários, como a carteira de trabalho, e a utilização de passes cadastrados em nome de outras pessoas.

O conflito entre determinações do decreto municipal adotado por Goiânia e as medidas restritivas estaduais, que entraram em vigor na última quarta-feira, 17, também foi apontado pela população como impedimento de se realizar o cadastro. Isso, porque trabalhadores de casas agropecuárias, por exemplo, não conseguiram concluir a inscrição, devido ao serviço não ser considerado essencial no decreto do Estado, mesmo que as determinações municipais sejam favoráveis ao seu funcionamento.

Questionado pelo Jornal Opção, esclarece que esse problema ocorreu devido a uma falha de comunicação e que logo deve ser resolvido. “Isso já está sendo avaliado por toda a parte técnica, para que seja corrigido de forma adequada para que essas pessoas possam se cadastrar ou em um horário diferente, ou no mesmo horário”, esclarece.

Ainda, o secretário frisa a importância de o município de Goiânia ter suas próprias determinações de restrição “Nesse momento, Goiânia precisa manter a sua força de decreto municipal, entendendo da responsabilidade com o município. O Estado tem uma visão mais abrangente entre os 246 municípios. O que se aplica a um, não se aplica a outro por várias condições A partir do momento que o município de Goiânia entende que essa atividade deve ser mantida como essencial por estar mantida dentro da cadeia essencial de produção, todas as responsabilidades de fiscalização e de acompanhamento irão acontecer”, explica.

Em nota, a CMTC ressaltou a importância de os usuários registrarem os problemas pontuais que enfrentarem, por meio do contato com a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), por meio do número 0800 648 2222.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.