14º nas eleições para Câmara Municipal, Fabrício Rosa troca PSOL pelo PT

Pré-candidato a uma das 41 cadeiras disponíveis para a Assembleia Legislativa de Goiás se filiou ao PT na quinta-feira, 31

Pré-candidato a uma das 41 cadeiras disponíveis para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e com 4.299 votos no último pleito para a Câmara Municipal de Goiânia, o policial Fabrício Rosa se filiou ao PT na quinta-feira, 31. Ele deixou o PSOL após concorrer às eleições para o Senado Federal, em 2018, e à vereança em 2016 e em 2020 pelo partido com o qual tinha identidade, mas que deixou a sigla por entender que o PT e o programa petista são as melhores opções para “enfrentar o Bolsonarismo e o que representa este programa de governo”. 

O agora petista defendia que o PSOL estivesse na federação com o PT, o PCdoB e o PV, no entanto, a sigla pela qual esteve filiado definiu somente na última semana a federação com a Rede Sustentabilidade. O que ele queria era uma frente ampla, com uma grande união entre as esquerdas para enfrentar o projeto neoliberal e “protofascista” da direita e do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu sou favor da união das esquerdas, da federação com as siglas da esquerda, porque a nossa tarefa histórica é enfrentar o bolsonarismo e esta visão de governo. Escolhi o PT porque o PSOL tinha dois grupos, um que defendia um apoio a campanha do Glauber [Braga, deputado federal], e outro que defendia um apoio crítico ao ex-presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva]”, diz o pré-candidato à Assembleia Legislativa.  

Segundo ele, a opção não é somente pragmática, por ter chances de ser eleito pela sigla. Escolheu o partido porque o PT lhe parece a melhor opção para enfrentar os programas neoliberais. O político, assim como Jean Willys (que trocou o PSOL pelo PT) e David Miranda (que trocou o PSOL pelo PDT), diz que não é uma “tendência” ou busca pragmática, o que tem acontecido é a busca destes políticos por um programa que defende e que possa ser eleito, seja de Willys com Lula, seja de Miranda com Ciro Gomes (PDT). “Existem duas questões, apresentar um projeto, um horizonte estratégico, e, há um fator pragmático. Se fosse só para ser eleito, tive outras propostas [de outras siglas], mas as bandeiras precisam de um mandato. Nunca tivemos um LGBT, um antipunitivista, grupos que precisam de lugar de luta e o mandato é um lugar de luta. Por isso nós queremos um mandato e o PT. É porque acreditamos neste projeto e que é possível [uma eleição]”, comenta.  

Questionado sobre a aproximação do PT e do PSB para convergir nas eleições estaduais diante das conversas do ex-governador José Eliton (PSB) e do pré-candidato petista ao Palácio das Esmeraldas, Wolmir Amado (PT), ele disse que vai trabalhar por alianças para enfrentar o protofascismo, mas ainda está se inteirando sobre o tema. “Eu ingressei ontem, ainda não tenho sentado à mesa para estes diálogos maiores. O que a gente vive hoje é um protofascismo, para enfrentar o fascismo, sempre houve uma aliança entre as esquerdas e os liberais, é possível haver alianças, mas é preciso que os partidos se rendam ao programa do PT, vou torcer para que, quem vier, esteja neste guarda-chuva da esquerda”, diz o novo petista. 

Bancada mais progressista 

Diante deste cenário eleitoral mais progressista e de união por um programa, o político acredita que Goiás pode ter uma bancada com nomes menos conservadores e com uma Alego e uma Câmara Federal mais plural. “Acredito que Goiás não é só um palco dos conservadores, temos a cena alternativa, temos o movimento LGBTQIA+, uma marcha da maconha com 15 mil pessoas, não um lugar só dos conservadores. É preciso equilibrar as forças e acredito que este momento vai acontecer nestas eleições”, avalia o petista.  

Esta será a quarta vez que o policial deve concorrer a um cargo eletivo. Em 2018 ele disputou uma cadeira no Senado Federal, ficando em 9º lugar, com 45.833 votos, e nas eleições de 2016, o político concorreu também a uma cadeira na Câmara Municipal, quando obteve, 1.380 votos. Nas últimas eleições (2020), Fabrício, inclusive, foi perseguido pelo também candidato a vereador Edson Automóveis (Republicanos), que bateu no veículo dele após o socialista gravar um vídeo/denúncia de propaganda irregular do republicano, que revidou e começou a perseguição ao veículo do socialista.

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