14 municípios de Goiás seguem em situação de calamidade

Governador está em Teresina de Goiás para acompanhar trabalhos; carros oficiais com condições de estradas no deslocamento

Devido às fortes chuvas que caem nos últimos dias, 14 municípios goianos, nas proximidades da região da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste goiano, continuam em situação de calamidade. Após reconhecer a situação, o governador Ronaldo Caiado (DEM) montou base de apoio na região para atender os moradores que ficaram ilhados.

As cidades em situação de emergência são: Colinas do Sul, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Campos Belos, Divinópolis de Goiás, São Domingos, Iaciara, Formoso, Niquelândia, São João D’Aliança, Guarani, Flores de Goiás, Teresina de Goiás e Alto Paraíso.

“Estamos levando alimentos, cestas básicas, medicamentos e todo suporte necessário”, disse Caiado ao informar que o Estado montou uma base de apoio na região para atender especialmente os moradores que ficaram ilhados. O Corpo de Bombeiros divulgou imagens da operação que leva alimentos às famílias.

O governador está em Teresina de Goiás para acompanhar a execução dos trabalhos. No local, um trecho da GO-118, entre a cidade e Alto Paraíso, foi interditado no último final de semana após um deslizamento de terra. Equipes da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) trabalham no reparo e monitoramento da rota alternativa para motoristas que precisam passar pela região.

Trajeto
A comitiva chegou a Colinas do Sul por volta de 12h20, onde parou para almoço. Na ocasião, Caiado encontrou com a secretária de Saúde, Dorinez Batista Vieira, a “Dozinha Enfermeira”, e outros vereadores que pleitearam um hospital. Ele determinou a construção de uma estrutura provisória, a fim de prestar os primeiros socorros nos casos necessários.

“Todos os casos aqui são deslocados para Niquelândia, pois não tem nenhum ponto de apoio”, explicou. “Isso que estamos estudando e veremos, dentro da parceria com deputados federais e a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás, uma maneira de atender as demandas da população”, disse.

Às 13h15, seguiram em estrada de terra para Cavalcante. No primeiro atoleiro, o veículo em que estava o governador ficou preso. Tentaram puxá-lo com uma corda amarrada a uma camionete da Polícia Militar. O próprio governador amarrou a corda em ambos e ele mesmo dirigiu, mas não conseguiu vencer o atoleiro.

Poucos quilômetros depois, pouco à frente do distrito de Capelinha, outro atoleiro. O governador e equipe desceram para conversar com algumas pessoas que estavam no local. Uma camionete para transporte de gado estava atolada, com um boi na carroceria.

Caiado, então, determinou que os Jeeps do governo ajudassem a atravessar os veículos que estavam aguardando. Foram arrastados alguns deles, sob chuva. Havia pessoas no local com crianças e sem alimentos. Servidores da equipe do governador dividiram seus lanches. Após inúmeras tentativas, com até três veículos puxando, o carro foi desatolado. Seguiram viagem.

Mais à frente, por volta das 16h30, Caiado e sua equipe se encontraram com o prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga, e o de Teresina, Kleverton Barbosa de Mello, o “Mano”. Uma viatura da Polícia Civil e o delegado de Cavalcante, Alex Rodrigues, estavam no local. À frente, a equipe de Cavalcante havia providenciado tratores para o caso de atolamentos. Deste ponto em diante, o comboio seguiu sem novos transtornos até Cavalcante, onde o governador foi recebido na prefeitura, às 17h. Uma hora depois, às 18h, chegou ao centro de apoio do Corpo de Bombeiros e do Gabinete de Políticas Sociais. O tenente-coronel Fábio Nunes explicou a situação das cidades, comunidades e estradas da região e o que já foi entregue e quais equipamentos foram destinados pelo governo para esses locais.

Ajuda
Os temporais provocaram alagamento e destruíram pontes, deixando várias pessoas isoladas. Na segunda-feira (27/12), Caiado decretou calamidade provocada por desastre súbito e chuvas torrenciais, que possibilitou as novas contratações e o início imediato das obras. O documento prevê apoio necessário para os moradores de 14 municípios: Colinas do Sul, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Campos Belos, Divinópolis de Goiás, São Domingos, Iaciara, Formoso, Niquelândia, São João D’Aliança, Guarani, Flores de Goiás, Teresina de Goiás e Alto Paraíso.

Por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Gabinete de Políticas Sociais (GPS), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Seds), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), o Estado está levando alimentos para moradores das comunidades quilombolas do Vão das Almas, Vão do Moleque e do Rio Bonito, em Cavalcante, no Nordeste de Goiás. Cerca de 400 famílias que vivem nessas localidades foram afetadas. “Já distribuímos, até o momento, mais de 1.500 cestas básicas e amanhã continuaremos nosso trabalho aqui também na região”, detalhou Caiado.

Por conta da dificuldade de acesso, boa parte das doações está sendo levada de barco até as comunidades. O Corpo de Bombeiros concentra esforços na região desde segunda-feira, quando a primeira equipe foi deslocada. O trabalho inclui ações de defesa civil, levantamento de situação nos locais, orientação aos prefeitos da região e socorro a pessoas vulneráveis, além do apoio à distribuição de donativos na região.

São oito viaturas de salvamento avançado, além de embarcações e do helicóptero da corporação. “Também está chegando o helicóptero do governo na manhã de amanhã”, informou Caiado. Devido ao acesso extremamente difícil em alguns pontos, a corporação também conta com apoio da população local, que disponibiliza veículos para auxiliar na distribuição dos alimentos e cobertores. As cestas básicas destinadas às famílias quilombolas fazem parte da Campanha de Combate à Propagação do Coronavírus.

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