13º começa a ser pago: use com moderação, alerta educador financeiro

Para além de impulsos consumistas, especialista explica como benefício pode ser oportunidade de enriquecimento

Foto: Divulgação

Na sexta-feira (30/11), a primeira parcela do 13º foi paga para trabalhadores brasileiros que recebem o benefício em duas vezes pelo empregado. O dinheiro, considerado extra, pode ser utilizado de diversas maneiras. O educador financeiro da DSOP, Ricardo Natali, no entanto, alerta para o cuidado que se deve ter ao gastá-lo, para que ele não se perca assim que caia na conta.

Antes de tudo, Ricardo explica que há um pressuposto de que o 13º é um dinheiro extra, porque se imagina que o trabalhador tenha planejado suas contas para caberem no salário regular. Portanto, ele lembra que é importante não fazer mais dívidas do que o salário pode arcar, para que o 13º não seja para ajudar a quitá-las, mas seja, realmente, um extra aberto para outros planos.

“Se você precisar usar esse benefício para pagar suas dívidas então, sim, pague suas dívidas, essa é a prioridade, mas avalie para que no próximo ano ele não tenha que ser usado para isso e seja uma oportunidade de investimento”, alerta.

Para o educador financeiro, o ideal é aproveitar a entrada para realização de algum objetivo de vida, sonho, viagem ou mesmo para um investimento ou guardar para a aposentadoria. “Esses são planos a longo prazo, mas você deve usar uma parte dele para coisas a curto prazo também, porém, claro, sem se endividar”, recomenda.

Ricardo alerta aos trabalhadores que recebem o benefício para não se aterem aos impulsos consumistas de fim de ano e gastar com consciência e sempre com um plano a longo prazo aliado. Uma dica, segundo ele, é investir em educação, mas até nesse ponto é preciso ter cautela.

O especialista pontua que é um costume de muitos pais e mães separarem o 13º para a compra de materiais escolares dos filhos, como se não fosse possível organizar o ano para que o salário regular dê conta dessa despesa, que, embora anual, é fixa.  “Muita gente reclama que em janeiro os gastos aumentam, porque também tem os impostos, mas essas são despesas fixas que podem ser organizadas de forma que mês a mês você separe uma quantia e quando chegar a época, não será necessário sacrificar o 13º”, explica.

Mas Ricardo sempre lembra: “Caso não tenha feito esse planejamento, então use para as despesas mais importantes, elas são prioridades, mas reflita para uma mudança no próximo ano”.

Investimento

Mais que qualquer possibilidade que essa entrada de dinheiro permite, para Ricardo a maior delas é a chance de enriquecimento. “Quando o trabalhador enxerga o 13º dessa maneira, a vida dele pode mudar”, afirma.

Segundo o educador, isso é possível por meio de investimentos e, com um ano bem planejado, é mais provável a oportunidade de usar o dinheiro para investir em planos rentáveis. “Poucos brasileiros investem seu dinheiro, se passar a fazer isso o dinheiro vai valer mais, vai conseguir concluir mais os objetivos”, explica.

Para quem nunca fez isso, Ricardo recomenda que a melhor forma para começar a investir é por meio do tesouro direto. “São títulos oferecidos pelo governo brasileiro, são democráticos, a partir de R$ 30 você já consegue investir, é o primeiro passo”, sugere.

Mas, cuidado, não se fala aqui de títulos de capitalização comumente oferecidos por bancos. “Os títulos de capitalização não podem ser encarados como investimento, porque o valor não rende, é um dinheiro que fica parado”, explica. É importante entender que investimento tem que ser rentável e o 13º é uma valiosa oportunidade para começar a pensar nessa forma de enriquecimento.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.