10 pessoas que perderam a oportunidade de ficar caladas em 2016

A lista conta com famosos, políticos, ministros e até portais de notícia

Montagem | Arquivo

2016 foi o ano do improvável e também do absurdo. Com tanta coisa bizarra acontecendo e em tão pouco tempo não é de se estranhar a enxurrada de comentários não muito bem pensados que acabaram vindo à tona e gerando polêmica na internet. Famosos, políticos, ministros, candidatos e até portais de notícia não são exceções e integram a lista.

E para relembrar esses momentos memoráveis de pura vergonha alheia o Jornal Opção separou as dez declarações mais “non sense” deste ano. Gente que perdeu a oportunidade de ficar calado… Confira a lista:

Paulo Zulu

Reprodução/Record

Depois de publicar no Instagram uma foto em que aparecia pelado, o modelo Paulo Zulu deu início a uma jornada que nem ele mesmo deve saber explicar. Primeiro, sugeriu que havia sido vítima de um hacker, procurou a polícia para depois de muitas idas e vindas dizer que tudo não passou de um acidente e que a foto havia postada sem querer. Depois de um tempo, insistindo no trauma pelo nude, em entrevista à Record, ele chegou a comparar o episódio com a morte de sua mãe. “Minha mãe faleceu e eu não fiquei assim”.

 

Rafael Greca

Foto: Reprodução/Facebook

O prefeito eleito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), foi o autor de uma das frases mais polêmicas do período eleitoral deste ano. Em uma sabatina, ele afirmou que nunca havia cuidado pessoalmente de pobres e resolveu contar uma passagem de sua vida que não pegou nada bem para sua campanha. “Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que tentei carregar um pobre e pôr dentro do meu carro eu vomitei por causa do cheiro”, declarou.

 

Zezé Di Camargo

Reprodução

É quase impossível listar todas as polêmicas que o cantor Zezé Di Camargo protagonizou em 2016 por conta de suas declarações em redes sociais ou entrevistas. Para citar alguns exemplos, neste ano, o cantor defendeu o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, chamou a jornalista Fabíola Reipert de “viciada em maconha”, xingou seguidores de “burro” e “lixo”, e até comprou briga com a própria filha, a cantora Wanessa Camargo, após confirmar que ela teria agredido sua namorada em uma festa de família há 5 anos.

 

Patrícia Abravanel

Patrícia Abravanel

A apresentadora Patrícia Abravanel foi outra celebridade que perdeu a oportunidade de ficar calada em 2016. Durante o programa de seu pai, o apresentador Silvio Santos, Patrícia, que é evangélica e não faz questão de esconder o conservadorismo, disse não ser contra o “homossexualismo”, mas com uma ressalva: “Só não sou a favor de falar que é normal. A criança tem que ser criada como homem e mulher”. A declaração rendeu inúmeras críticas e a apresentadora acabou obrigada a pedir desculpas após campanha de internautas e um provável puxão de orelha do pai.

 

Roger (Do Ultraje a Rigor)

Montagem

O cantor do Ultraje a Rigor virou alvo de ódio de internautas em 2016 depois de tentar responsabilizar as vítimas do desabamento da ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio de Janeiro, sugerindo que as mesmas poderiam ter evitado a morte, caso estivessem mais atentas. “Não quero culpar ou desculpar ninguém, mas os próprios ciclistas não viram a ressaca?”, escreveu no Twitter.

 

Biel

Reprodução/Record

Sommelier de polêmicas, o cantor Biel teve até mesmo que se afastar da vida pública em 2016 após caso de assédio a uma jornalista durante entrevista em junho deste ano. Entre as perguntas, o funkeiro soltou diversos comentários ofensivos que repercutiram na mídia nacional e fizeram com que o astro teen fosse massacrado nas redes. “Se te pego, te quebro no meio”, disparou Biel em um momento da entrevista. “Dá um desconto porque ela é gostosinha”, afirmou em outro.

A repórter de 21 anos do portal IG, que chegou a registrar queixa na Delegacia da Mulher, acabou demitida semanas após o caso, juntamente com sua editora.

 

Alexandre Frota

Reprodução/Facebook

Quem também deu o que falar em 2016 foi o ex-atpr de filmes eróticos Alexandre Frota. Engajado na política, ele resolveu atacar a atriz Letícia Sabatella, que se posicionou controu o impeachment de Dilma Rousseff, por ter comparecido a uma manifestação que pedia justamente o impedimento da petista. Sabatella acabou hostilizada e Frota usou suas redes sociais para chamá-la de “branquela azeda safada”.

 

Marcelo Castro

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ainda em janeiro de 2016, o então ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB) cometeu uma gafe ao afirmar, em tom de brincadeira, que torcia para que mulheres fossem contaminadas com o vírus zika antes de atingirem a idade fértil, pois, desta forma, ficariam imunes à doença sem a necessidade de vacina.

“Não vamos vacinar 200 milhões de brasileiros. Vamos dar para as pessoas em período fértil. E vamos torcer para que mulheres antes de entrar no período fértil, peguem a zika, para ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa de vacina”, disse o ministro.

 

Ricardo Barros

Mministro da Saúde, Ricardo Barros | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Sucessor de Marcelo Castro, o atual ministro da Saúde Ricardo Barros fez jus ao cargo e se viu envolto por polêmica após uma declaração controversa estampar todos os jornais e portais de notícia. Durante evento, o auxiliar de Temer declarou que os homens trabalham mais que as mulheres e que, por isso, procurariam menos atendimento médico. Os homens, insistiu ele na ocasião, como “provedores da família” não achariam tempo para se dedicar à saúde preventiva, o que justificaria, segundo Barros, pesquisas que evidenciam o mau hábito da população masculina em não buscar auxílio para prevenção de doenças.

 

G1

Foto: Reprodução Facebook

O portal de notícias da Globo, o G1, também foi alvo de muita polêmica em 2016 após chamar em uma reportagem de “encontro amoroso” o estupro de uma criança de 11 anos por seu padrasto. “Sexo entre menina e padrasto ocorria com a mãe em casa”, dizia a manchete da notícia.

A matéria causou grande revolta entre os internautas e foi editada dois dias depois sem que o site postasse nenhuma retratação ou explicação.

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