O Parque Estadual do Jalapão, uma das unidades de conservação mais importantes do Tocantins e do Brasil, completou nesta quinta-feira, 12, 22 anos desde a sua criação em 2001. Com 158 mil hectares de terreno, concentrados na região de Mateiros, no leste do estado, o local faz divisa com os municípios de Ponte Alta do Tocantins, São Félix e Novo Acordo.

“O parque representa patrimônio ecológico nacional importante, já que é atravessado por diversas sub bacias. Essa expressiva oferta de recursos hídricos abastece o Tocantins e ainda fomenta atividades de turismo”, afirmou Renato Jayme da Silva, presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

Segundo o diretor da autarquia, os recursos naturais do parque e a produção artesanal de povos presentes no local estão protegidos por projetos e ações coordenadas pelo instituto. 

“O Naturatins trabalha com as comunidades tradicionais como forma de promover meios para a geração de renda. Além de parcerias com outras instituições, como o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), buscando cada vez mais melhorar os indicadores e resultados das atividades realizadas por essas pessoas, que também visam preservar e diminuir o impacto ambiental”, disse Jayme.

O presidente também aproveitou para destacar que o Parque Estadual do Jalapão é o ponto turístico mais visitado do Tocantins. Sendo que as dunas do local seriam um dos atrativos que mais atraem as pessoas para a região. 

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo do Estado, Hercy Filho, o Jalapão recebeu mais de 47 mil visitantes em 2022. “Além de ser o destino mais visitado do Tocantins, o parque se consolida como uma grande reserva da vida no Cerrado. Suas belezas naturais e paisagens singulares encantam os olhos dos turistas que visitam o local”, disse o titular da pasta.

Ao mesmo tempo, Hercy destacou que o turismo no local ocorre respeitando a biodiversidade no local, por ser uma área de preservação ambiental. “O Governo estadual mantém uma rigorosa fiscalização para garantir que a visitação não cause danos irreparáveis ao lugar”, destacou o secretário.