O estudante do último ano do ensino médio do Instituto Federal de Goiás (IFG), Luiz Felipe, de 19 anos, realiza, nesta quarta-feira, 30, o primeiro exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A prova será realizada no Parque Municipal Fonte Nova, um dos quatro locais disponíveis para a aplicação do exame em Goiânia.

Ao contrário do que ocorria anteriormente, quando candidatos de diferentes regiões precisavam se deslocar até a sede do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Felipe poderá realizar a prova próximo de casa, no Jardim Fonte Nova, na Região Noroeste da capital.

Além da descentralização dos locais de avaliação, a autarquia adotou uma nova tecnologia que digitaliza o processo de aplicação do exame prático. Com a mudança, os resultados são registrados diretamente em tablets pelos examinadores, permitindo que a CNH digital seja liberada poucos minutos após a aprovação.

“Ficou muito mais fácil o processo, porque você faz tudo pelo celular agora. Eu só cheguei na autoescola e paguei as aulas, basicamente”, conta Felipe.

Jordan Gomes da Silva | Foto: Divulgação/Detran GO

As mudanças acompanham a adequação do Estado à Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e ao Manual Brasileiro de Exame de Direção Veicular da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Entre as alterações no processo de habilitação está o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para candidatos que optem por outras formas de preparação.

Segundo o diretor de Operações do Detran-GO, André Henrique, a substituição do papel pelos tablets reduz custos para os cofres públicos e, principalmente, diminui o tempo necessário para a liberação da CNH. Antes, conforme o diretor, o procedimento levava, em média, de cinco a sete dias. Com o novo sistema, o documento pode ser disponibilizado em poucos minutos após a aprovação. “A tendência é que todos os serviços prestados pelo Detran sejam feitos de maneira tecnológica para que o usuário tenha acesso através dos dispositivos digitais e isso propicie cada vez mais transparência e assertividade”, afirma André.

Segundo o departamento, a substituição do papel pelo sistema digital provocou uma redução de custo mensal de R$ 10.201,68, o que representa uma economia estimada de aproximadamente R$ 125 mil por ano.

Além do Parque Municipal Fonte Nova, a prova prática descentralizada também é realizada no Parque Macambira, na Região Sudoeste; no Setor Novo Mundo, na Região Leste; e na sede do Detran-GO.

Segundo o gerente de Habilitação e Exames de Trânsito, Rodrigo Camilo, o sistema digital também proporciona mais precisão e segurança na apuração e no armazenamento dos resultados registrados pelos examinadores. No modelo anterior, os documentos físicos dos exames precisavam ser arquivados por até cinco anos. “Esse novo modelo dá mais segurança no processo de formação de condutores e, claro, quanto ao resultado dessa aplicação do exame prático feito pelo examinador.”

De acordo com o gerente, desde o início do período de testes, no começo de 2026, mais de 30 mil provas já foram aplicadas nos 246 municípios goianos.

O diretor de Tecnologia da Informação (TI) do Detran-GO, Fabiano Bueno, explica que todos os tablets utilizados pelos examinadores possuem conexão dedicada à internet. Dessa forma, após o examinador e o presidente da banca assinarem digitalmente o resultado, os dados são processados pelo sistema e a CNH pode ser liberada quase imediatamente. “Antigamente, o examinador precisava preencher a prova no papel, levar para a sede do Detran, ser digitalizada e transmitida para o sistema Detran”, explica.

“Agora, o sistema processa e imediatamente a CNH já é liberada. Se não tiver nenhum entrave, temos casos aqui de 15 minutos já da emissão digital da CNH.”

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