Entre os dias 2 e 5 de março, Barcelona será palco do Mobile World Congress (MWC), considerado o maior e mais influente evento de conectividade do mundo. Tradicionalmente voltado para telecomunicações e mobilidade, o congresso tem ampliado seu escopo nos últimos anos e hoje se consolida como um dos principais fóruns internacionais para discutir Inteligência Artificial (IA), inovação e transformação digital.

O encontro reúne executivos das maiores empresas globais de tecnologia, representantes de governos, startups e especialistas em diversas áreas. O objetivo é apresentar tendências, debater impactos econômicos e sociais e explorar novas aplicações da IA em setores estratégicos.

A edição de 2026 traz como tema central a chamada “era do QI”, ou Inteligência Quântica, considerada uma possível evolução da IA tradicional. A proposta é discutir como avanços em capacidade de processamento podem transformar indústrias, negócios e a vida cotidiana.

Segundo a organização, o evento busca mostrar como a IA pode ser aplicada de forma prática para otimizar processos, enfrentar desafios como a escassez de mão de obra e gerar ganhos de produtividade em escala global.

Entre os representantes brasileiros está Daniel Guimarães, empresário e diretor jurídico da Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado de Goiás (Facieg). Ele integra a missão organizada pelo Sebrae Goiás, que leva um grupo de empresários ao congresso.

Em entrevista ao Jornal Opção, Daniel destacou que a viagem tem como objetivo conhecer inovações tecnológicas e avaliar como elas podem ser aplicadas em empresas goianas. “Queremos trazer ferramentas que otimizem mão de obra, produção, controle financeiro e operacional, agregando valor às atividades empresariais”, afirmou.

Daniel Guimarães, empresário e diretor jurídico da Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado de Goiás (Facieg) | Foto: Acervo Pessoal

O debate sobre regulação da IA também está na pauta. A Europa já possui iniciativas avançadas nesse campo, enquanto países como o Brasil começam a discutir o tema. Para Daniel, compreender como diferentes regiões lidam com o acesso a informações financeiras, operacionais e públicas é essencial para garantir segurança.

Ele aponta ainda desafios jurídicos relacionados à substituição de atividades humanas. “Hoje as IAs já produzem conteúdo com alto nível de confiabilidade, atuando como advogados ou consultores jurídicos. É preciso aprender a utilizar isso em favor do trabalho”, disse.

Representando mais de 80 associações comerciais goianas, Daniel vê no congresso uma oportunidade de estabelecer parcerias internacionais. “Essa abordagem coletiva é mais atrativa para investidores, que podem implementar soluções em larga escala”, afirmou.

Ele acredita que setores como indústria, prestação de serviços e agronegócio serão rapidamente impactados pela IA. No caso do agronegócio, destacou o potencial da tecnologia para monitoramento, controle e georreferenciamento da atividade agropecuária.

Na avaliação de Daniel, a Facieg terá papel central na preparação das empresas goianas para essa revolução tecnológica. “A função da Federação é criar uma ponte entre oportunidades internacionais e o pequeno empreendedor, levando informação e tecnologia até empresas do interior que talvez não tivessem acesso a esse tipo de inovação”, explicou.

Por fim, o empresário ressaltou que a incorporação da IA à vida cotidiana é irreversível. “A tecnologia evoluiu muito nos últimos dez anos e o avanço é cada vez mais acelerado. A necessidade urgente é se adaptar rápido, entender as possibilidades e convergir essa evolução em melhoria da qualidade de vida e em resultados empresariais mais sólidos”, concluiu.

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