O debate sobre o uso da inteligência artificial tem caminhado para novas áreas, a medida que o avanço de tecnologias permite a exploração de novos usos. Recentemente, artistas e redatores têm alimentado debates sobre trabalho, ética e uso de algoritmos capazes de desenvolver artes ou textos completos, a partir de simples orientações. Agora, o debate ganha uma nova página, com a criação de uma ferramenta que espera “reviver” os mortos.

A HereAfter AI, empresa de tecnologia com sede na Califórnia, Estados Unidos, quer criar versões digitais de pessoas já mortas a partir da união de ferramentas de voz com inteligência artificial avançada. Apesar de parecer o roteiro de uma série de ficção científica, a ideia já está em desenvolvimento.

O aplicativo deve ser utilizado como um biógrafo da pessoa recriada. A partir da resposta de uma série de questões – como, por exemplo, “Quem foi o seu primeiro amor?”, “Qual é sua comida favorita?” ou “Conte uma experiência que mudou a sua vida” –, a IA organiza histórias por categorias e pode aperfeiçoar dados ausentes.

Além do questionário, o personagem recriado pode ser melhorado a partir do envio de fotos, vídeos ou documentos que permitam criar uma imagem mais verossímil da pessoa, para quando ela não estiver mais presente.