O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds),  entregou cestas básicas para as famílias dos 153 jovens, que estão apreendidos nas seis unidades do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).

A ação é a segunda consecutiva que fornece alimentos para os familiares dos adolescentes infratores. Segundo a pasta, essas pessoas se encontram em situação de vulnerabilidade social. As entregas foram feitas principalmente durante as confraternizações de final de ano, que foram realizadas nas unidades. Os Cases estão localizados em Goiânia, Anápolis, Luziânia, Formosa, Itumbiara e Porangatu.

O atendimento às famílias dos socioeducandos faz parte da política social desenvolvida pelo governo estadual nos últimos anos. A superintendente do Sistema Socioeducativo, Kérima Sobrinho, destaca que as equipes técnicas realizam o acompanhamento dos núcleos familiares dos jovens, mapeiam contextos de vulnerabilidade e tomam medidas para melhoria da situação. Uma das iniciativas é a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico). Por meio dele, é possível a inclusão em programas sociais, qualificação profissional e encaminhamento para vagas de emprego.

Para o secretário Wellington Matos, essa iniciativa e interação entre o Estado e as famílias são fundamentais no processo de reeducação dos adolescentes. “Ao receberem apoio, elas têm a oportunidade de se reestruturarem, obtendo mais autonomia e melhores condições de vida. Isso reflete diretamente na recuperação dos socioeducandos e, quando eles deixam o Socioeducativo, encontram um ambiente familiar mais estruturado para seguir com a vida de uma forma saudável e trilhar caminhos mais promissores”, frisa.   

“É também um gesto de carinho do pessoal daqui onde meu filho está”, disse Maria Aparecida Cardoso da Silva, mãe de um jovem interno, do Centro de Anápolis. Ela contou que foi uma aliviou receber os alimentos em um momento de dificuldades financeiras. Assim também, a doação fez diferença para Thaynara Soares de Araújo. Ela está gestante de quatro meses e tem outra filha de quase dois anos, a família participou da confraternização em Anápolis junto com o pai da criança, D.P.L, apreendido na instituição. Para a mulher, a cesta é uma ajuda extra, pois sem o esposo, vivem na casa dos pais.