Estudos divulgados em março de 2021 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que uma a cada quatro pessoas terão problemas auditivos até 2050. Os dados sugerem que cerca de dois bilhões de pessoas (25%) da população mundial deverão desenvolver problemas auditivos e até surdez em decorrência da alta exposição ao uso prolongado de fone de ouvido em altos volumes.
A médica otorrinolaringologista do Hapvida NotreDame Intermédica, Ana Karolina Rocha, alerta para os riscos à saúde auditiva, provocados pelo uso prolongado de fones de ouvido ou de qualquer volume acima de 85 decibéis (dB). “Consideramos volume alto acima de 85 dB. A exposição prolongada a ruídos intensos, não apenas em fones de ouvido, mas também de TV ou som alto, pode causar lesões nos órgãos auditivos de forma irreversível e profunda, como a surdez”, explica a especialista.
Segundo Ana Karolina, a exposição sonora por 8 horas diárias em intensidade acima de 85dB causa graves lesões auditivas. “Sabemos que os fones de ouvido podem chegar a intensidades de até 110 dB. Então se realmente os pacientes não se atentarem à intensidade sonora dos fones de ouvido, é possível perda auditiva sim”, adverte.
Segundo a OMS, a perda auditiva leve está entre 25 a 40 dB; perda moderada, entre 40 a 60 dB; e perda severa entre 60 e 80 dB; e a perda profunda, acima de 80 dB. “Alguns pacientes podem ter perda irreversível independente do cuidado, devido a questões genéticas, por exemplo. Mas mesmo assim, deve-se evitar exposição a ruídos intensos”, completa a especialista.
Nosso sistema auditivo é composto de orelha externa, orelha média, orelha interna (onde fica o órgão realmente responsável pela audição), nervo auditivo e sistema nervoso central (que codifica a informação). Um dos sinais de perda auditiva pode estar na fala. Isso mesmo, falar alto pode ser sinônimo de lesão auditiva, embora não seja uma regra. “Falar alto pode ser sim sinal de perda auditiva, mas também pode ser apenas um hábito e costume familiar. Nesses casos, deve-se passar por uma avaliação otorrinolaringológica para avaliação”, sugere Ana Karolina.
Intensidade ideal do volume dos fones de ouvido
A otorrinolaringologista do Hapvida NotreDame Intermédica, Dra. Ana Karolina Rocha, sugere 50% como volume máximo para os fones de ouvido e dá dicas de como orientar os filhos sobre tais exposições. “Os pais devem orientar os filhos a fazer uso de fones de ouvido a uma intensidade de, no máximo, 50% do potencial que os aparelhos fornecem. Evitar assistir TV e som alto. Fazer avaliação auditiva anual. E, caso percebam algum sinal (não responde a chamados ou não consegue compreender o que é falado), devem levar os filhos para uma avaliação auditiva no momento”, alerta.


A médica otorrinolaringologista do Hapvida NotreDame Intermédica, Ana Karolina Rocha, alerta para os riscos à saúde auditiva, provocados pelo uso prolongado de fones de ouvido ou de qualquer volume acima de 85 decibéis (dB). “Consideramos volume alto acima de 85 dB. A exposição prolongada a ruídos intensos, não apenas em fones de ouvido, mas também de TV ou som alto, pode causar lesões nos órgãos auditivos de forma irreversível e profunda, como a surdez”, explica a especialista.


O estudo deixa claro que o uso prolongado de fones de ouvido em som alto demonstra que a exposição sonora de 8 horas diárias em uma intensidade de 85 dB. Segundo Ana Karolina, a partir do momento em que se aumenta a intensidade do som, reduz-se o tempo necessário para lesões. “Sabemos que os fones de ouvido podem chegar a intensidades de até 110 dB. Então se realmente os pacientes não se atentarem à intensidade sonora dos fones de ouvido, é possível perda auditiva sim”, adverte


Segundo a OMS, a perda auditiva leve é provocada de 25 a 40 dB; perda moderada, de 40 a 60 dB; e perda severa e profunda, acima de 80 dB. “Alguns pacientes podem ter perda irreversível independente do cuidado, devido a questões genéticas, por exemplo. Mas mesmo assim, deve-se evitar exposição a ruídos intensos”, completa a especialista.


Nosso sistema auditivo é composto de orelha externa, orelha média, orelha interna (onde fica o órgão realmente responsável pela audição), nervo auditivo e sistema nervoso central (que codifica a informação). Um dos sinais de perda auditiva pode estar na fala. Isso mesmo, falar alto pode ser sinônimo de lesão auditiva, embora não seja uma regra. “Falar alto pode ser sim sinal de perda auditiva, mas também pode ser apenas um hábito e costume familiar. Nesses casos, deve-se passar por uma avaliação otorrinolaringológica para avaliação”, sugere Ana Karolina.
Intensidade ideal do volume dos fones de ouvido.


A otorrinolaringologista do Hapvida NotreDame Intermédica, Dra. Ana Karolina Rocha, sugere 50% como volume máximo para os fones de ouvido e dá dicas de como orientar os filhos sobre tais exposições. “Os pais devem orientar os filhos a fazer uso de fones de ouvido a uma intensidade de, no máximo, 50% do potencial que os aparelhos fornecem. Evitar assistir TV e som alto. Fazer avaliação auditiva anual. E, caso percebam algum sinal (não responde a chamados ou não consegue compreender o que é falado), devem levar os filhos para uma avaliação auditiva no momento”, alerta.