Com a liberação do contra cheque dos funcionários, nesta sexta-feira, 29, enfermeiros e técnicos de enfermagem denunciaram ao Jornal Opção que a Unimed Goiânia não pagou o piso salarial estabelecido por lei. Além disso, a Cooperativa ainda culpou o sindicato pelo não pagamento. “Muitos estão me enviando mensagem perguntando sobre o piso salarial e o porquê desta não readequação neste contracheque vigente. A empresa também está no aguardo do sindicato”, disse a Unimed em mensagem enviada no grupo dos colaboradores.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (SIEG) e o Sindicato dos Técnicos em Enfermagem do Estado de Goiás (Sienf GO), porém, tentaram e não conseguiram acordo com a Cooperativa. “Estão querendo se eximir das responsabilidades. Na decisão do STF diz que passados os 60 dias a contar de 12/07, se não tiver acordo com o sindicato, tem que pagar o piso. Portanto, a questão agora é única e exclusivamente com eles”, explicou Roberta Rios, presidente do SIEG.

No 10 de setembro, finalizou o prazo de 60 dias a contar da ata de julgamento do Piso Salarial, ocorrido no dia 12 de julho. Ou seja, para patrões e funcionários que não realizaram a negociação, passou a valer a partir de 11/9/23, o valor do Piso Salarial estabelecido na Lei 14.344. Os sindicatos não tem mais nenhuma participação nisso.

A reportagem também procurou o Sienf GO, mas não obteve retorno.

“No dia da reunião alegaram um déficit de 23 milhões, só que a conta não fecha, foi divulgado na Forbes lucros bilionários dos principais planos de saúde. A sede da Unimed Goiânia recentemente recebeu a ONA, ou seja era para estar tudo ok, inclusive, com seus “colaboradores”, denunciou uma enfermeira.

Ela informou que a enfermagem é o maior corpo de cooperados da empresa. Uma técnica de enfermagem da Unimed também procurou o Jornal Opção para denunciar que seu contra cheque líquido veio no valor de cerca de R$ 1.600, também sem o ajuste do piso. “Sou técnica de enfermagem, e realmente depois que não houve negociação com o sindicato, eles nunca mais tocaram no assunto. O mesmo acontece com os Enfermeiros, simplesmente não querem pagar, porque dinheiro tem”, disse a funcionária, que optou por não ser identificada.

Procurada novamente pela reportagem, a Unimed Goiânia ainda não se posicionou. O espaço segue aberto.

Mensagem da Unimed na íntegra

Muitos estão me enviando mensagem perguntando sobre o piso salarial e o porquê desta não readequação neste contracheque vigente. Pois bem, eu, como coordenação e também a supervisão, não temos nenhum parecer ainda da Cooperativa, pois, a empresa também está no aguardo do Sindicato em dar o devido retorno nestas propostas.

Como esta linha de comunicação do sindicato para com a empresa não ocorreu ainda, não teve como adotar nenhuma nova medida. Lei é Lei e esta será devidamente cumprida.

A Unimed está empenhada nestas questões, mas, tenham calma que tudo se ajeitará! Hoje não temos resposta! Não me importo também, aquele (a) me enviarem questionamentos no particular e estou aberta a ouvi-los. Somos um time e temos que nos fortalecer ainda mais nessa fase, porém, com um quesito a mais de sabedoria! Obrigada

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