A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforçou nesta quinta-feira, 25, a importância de completar esquema vacinal, especialmente após um caso de tétano grave ocorrido no interior no estado. Em São Luís de Montes Belos, um homem de 53 anos pisou em um prego enferrujado e precisou ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad, em Goiânia, após ficar em estado grave.

Entre 2018 e 2023 (com dados até abril deste ano), foram registrados 28 casos de tétano acidental em Goiás, sendo que seis casos evoluíram para óbito da vítima.

A vacinação, com reforço a cada dez anos, pode evitar a complicação após acidentes. Acredita-se que, no caso do paciente contaminado, o esquema vacinal não estiva completo ou as doses de reforço foram aplicadas fora do prazo. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde para cobertura da pentavalente em Goiás (tétano, difteria, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b) é de 95%, mas o ano de 2022 registrou cobertura de 74,4%.

O médico infectologista da Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da SES, João Alves de Araújo Filho, destaca que a vacina é essencial no combate ao tétano. “Se o esquema vacinal está incompleto significa que, na prática, a pessoa não está vacinada. Se a vacina está desatualizada, ao ter o acidente, ela tem o risco de desenvolver o tétano. Se eu tenho dúvida do meu status vacinal, é preciso procurar a unidade de saúde. O tétano é uma doença grave, com letalidade de 30%, mas prevenível por vacinação para todas as faixas etárias”, reforça o infectologista.

Tétano

Segundo o Ministério da Saúde, o tétano acidental é uma infecção causada pela bactéria Clostridium tetani encontrada na natureza e não é contagiosa. Entre os sinais e sintomas estão contraturas musculares, rigidez de membros (braços e pernas), rigidez abdominal, dificuldade de abrir a boca, dores nas costas e nos membros (braços e pernas). Em caso de ferimentos graves ou gestação, deve-se antecipar a dose de reforço caso a última dose tenha sido há mais de 5 anos.

Além disso, existe também o tétano neonatal, uma doença infecciosa aguda, grave, não contagiosa, que acomete o recém-nascido (RN), nos primeiros 28 dias de vida, tendo como manifestação clínica inicial a dificuldade de sucção, irritabilidade e choro constante. A doença é causada também é causada pela bactéria Clostridium tetani.

Nesses casos, a imunidade do recém-nascido é conferida a partir da vacinação adequada da mãe. Os filhos de mães vacinadas nos últimos cinco anos com três doses da vacina apresentam imunidade passiva e transitória até dois meses de vida.