Ministério da Saúde de Israel alerta para primeiro caso da nova variante da varíola dos macacos
06 janeiro 2026 às 19h26

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O Ministério da Saúde de Israel confirmou o primeiro caso da variante Clade 1b do mpox (varíola dos macacos), considerada mais virulenta do que as anteriores. A informação foi divulgada pelo portal Ynet News, o paciente era um viajante que retornou recentemente a Israel, provavelmente vindo dos Emirados Árabes Unidos, onde há sinais de transmissão comunitária contínua. Até o momento, não foram identificados outros casos em território israelense.
A cepa Clade 1b tem sido responsável por surtos significativos em regiões da África Central e apresenta sintomas mais intensos, como erupções cutâneas mais extensas, maior número de lesões e envolvimento frequente das mucosas. Relatos também apontam complicações em gestantes e aumento de sintomas respiratórios.
Apesar disso, especialistas israelenses avaliam que, em países com sistemas de saúde estruturados, a taxa de mortalidade deve permanecer baixa, inferior a 1%. O dr. Roi Zucker, especialista em doenças infecciosas e presidente da Associação Israelense de Medicina LGBTQ, destacou que a principal preocupação no momento é a falta de vacinas, indisponíveis há mais de seis meses. Ele reforçou que pessoas já imunizadas com duas doses não necessitam de reforço imediato, mas quem não recebeu a vacina continua vulnerável.
O mpox é uma doença viral relacionada à varíola, transmitida principalmente por contato físico próximo, incluindo fluidos corporais, lesões e objetos contaminados. Os sintomas incluem febre, fadiga e erupções cutâneas, geralmente localizadas nas áreas genital, anal e oral. A infecção costuma durar entre duas e quatro semanas.
Monitoramento
O surto atual começou há cerca de quatro anos, com a variante Clade 2b, mas, desde 2024, a Clade 1b se espalhou amplamente pela África e já foi detectada em diversos países, principalmente em viajantes e seus contatos. Os Emirados Árabes Unidos são apontados como uma exceção, com transmissão comunitária sustentada há aproximadamente um ano.
O Ministério da Saúde de Israel informou que está monitorando de perto a situação, e trabalha para restabelecer os estoques de vacinas, priorizando grupos de maior risco.
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