Goiás está entre os 17 estados contemplados pelo novo edital lançado pelo Ministério da Saúde
07 janeiro 2026 às 15h46

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O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), lançou um novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A chamada pública, aberta até 18 de janeiro, vai selecionar movimentos sociais populares para a formação de 450 turmas em 17 estados brasileiros.
Cada turma será composta por um educador e 20 educandos, o que pode beneficiar até nove mil estudantes em todo o país. O edital prevê bolsas mensais de R$ 2.500 para educadores e de R$ 560 para estudantes, garantindo apoio para transporte e outras despesas que viabilizem a permanência no curso.
De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, o programa reforça a participação popular no SUS. “O AgPopSUS valoriza práticas culturais de cuidado e reconhece o saber tradicional das comunidades, fortalecendo a saúde como direito social”, afirmou.
A diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Luciana Maciel, destacou que a iniciativa busca criar uma rede nacional de agentes comprometidos com a equidade. “É uma oportunidade de formar pessoas que vão defender o SUS e promover saúde junto às suas comunidades”, disse. A AgSUS realizará, no dia 9 de janeiro, uma sessão pública virtual em seu canal no YouTube para esclarecer dúvidas dos movimentos interessados.
A distribuição das turmas será feita em 17 unidades da federação, priorizando regiões com maior vulnerabilidade social e concentração de pobreza. Os estados contemplados são: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal.
Instituído em agosto de 2023 pela Portaria GM/MS nº 1.133, o AgPopSUS nasceu da experiência dos movimentos sociais durante a pandemia de Covid-19, quando lideranças comunitárias atuaram como agentes populares de saúde para proteger seus territórios. Desde então, o programa vem ampliando sua rede de educadores e educadoras populares, integrando saberes tradicionais e fortalecendo o acesso à saúde em áreas de maior vulnerabilidade.
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