O Fórum Goiano de Saúde Mental realiza seminário para discutir a luta antimanicomial e reforma psiquiátrica no Brasil. Evento será no dia 10 de outubro, próxima terça-feira, Dia Mundial da Saúde Mental. A data foi criada em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental, que é ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS). 

O evento, que também é organizado pela Associação de Usuários dos Serviços de Saúde Mental (AUSSM-GO), Grupo de Pesquisa La Folie e Grupo Mentalize, será no auditório da Escola de Formação de Professores e Humanidades da PUC Goiás entre 8h e 21h. A entrada é gratuita.

A psicóloga da coordenação do Fórum Goiano de Saúde Mental, Heloiza Massanaro, explica que o evento terá oficinas, palestras e debates temáticos. O seminário terá como ponto alto uma reunião pela formação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial, de iniciativa do deputado estadual Mauro Rubem.

“O aumento da demanda em saúde mental tem aumentado e, em contrapartida, os serviços têm sido precarizados. Por vezes denunciamos em audiência pública, manifestações e documentos a precarização desses serviços. Queremos contribuir para a reconstrução desses serviços”, explicou. 

O debate será realizado com entidades, além dos conselhos municipais e estaduais de saúde. Alunos de grupos de pesquisa e ensino também devem marcar presença no encontro.

“O debate será sobre um vídeo do Lourival Belém que fala sobre a implantação de um serviço, que foi o primeiro serviço de atenção à saúde mental desse modelo”, disse.

Dia Mundial de Saúde Mental 

O Dia Mundial da Saúde Mental é o dia de luta antimanicomial para as pessoas, instituições e entidades da sociedade civil ativistas dessa causa. Os antimanicomiais defendem os direitos e garantias previstos na Lei 10.216, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial à saúde mental. 

A lei, conforme Heloisa, vem sendo negligenciada pelos governos estaduais e municipais, entre eles o de Goiânia.

“Resistimos a seis anos de golpe, retrocessos e desmontes na Política Nacional de Saúde Mental e a partir da eleição do novo governo temos a esperança de sua retomada. Em Goiás e em nossa capital, no entanto, persiste o sucateamento dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial”, ressalta a psicóloga .