O verão no Brasil, em grande parte das regiões, é marcado por temperaturas elevadas e uma intensa exposição solar. Para aqueles que têm a oportunidade de desfrutar de férias durante esse período, a combinação de sol e calor convida a momentos de lazer em praias, rios e piscinas, além da prática de diversas atividades ao ar livre.

Entretanto, a falta de cuidados com a pele durante os dias ensolarados pode resultar em consequências sérias, comprometendo a diversão nas férias e, mais crucialmente, colocando em risco a saúde de adultos e crianças. A exposição inadequada aos raios ultravioleta (UV) pode causar queimaduras, provocando dor e desconforto, além de aumentar significativamente o risco de câncer e envelhecimento precoce da pele.

Para prevenir problemas, o recomendável, segundo dermatologistas, é nunca se expor ao sol sem a aplicação de protetor solar com fator adequado para o tipo de pele. Além disso, é aconselhável utilizar roupas com proteção solar, chapéu, óculos de sol, manter-se devidamente hidratado e evitar a exposição direta ao sol entre 10 e 16h.

“A diversão sob o sol não precisa ser comprometida”, alerta a médica dermatologista Isabela Theodoro Pacheco Guimarães, destacando que a adoção de medidas de proteção pode fazer toda a diferença, proporcionando a todos um verão seguro e saudável.

A dermatologista explica que o tipo mais comum de câncer de pele é o carcinoma basocelular, representando 80% dos casos. A especialista reitera que todas as partes do corpo estão sujeitas a desenvolver a doença, mas principalmente as áreas expostas ao sol. Isabela Theodoro alerta que as pessoas de pele negra devem, assim como as de pele branca, ter cuidados especiais, pois podem desenvolver câncer em áreas como unhas e pés.

Isabela Theodoro Pacheco Guimarães, dermatologista l Foto: Arquivo pessoal

Quanto à cor da pele, a dermatologista esclarece que as pessoas de pele clara se queimam com mais facilidade, tornando-as mais propensas a adquirir a doença. Em relação à hereditariedade, a doutora ressalta que é um fator a ser considerado e representa um risco. “O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altas taxas de cura se detectado e tratado precocemente”, informa a profissional.

A especialista reforça que o câncer de pele, na maioria das vezes, não apresenta quaisquer sintomas e geralmente começa com uma ferida pequena que não cicatriza. Ela enfatiza que o tratamento mais eficaz é a cirurgia. “Felizmente, a maioria desse tipo de câncer é curada por meio da cirurgia.”

A dermatologista lembra que somente em 2022, Goiânia registrou cerca de 9.380 novos casos no ano, sendo 4.440 em homens e 4.940 em mulheres. Em todo o Estado de Goiás, surgem aproximadamente dez mil novos casos por ano. Isabela Theodoro pondera que, apesar da taxa de letalidade ser baixa, a incidência é muito alta, e a melhor forma de prevenção continua sendo a precaução.

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