Cuidados no Carnaval com ISTs evitam problemas de saúde pós-festa, alerta médico
13 fevereiro 2026 às 18h50

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O infectologista Boaventura Braz de Queiroz alertou, em entrevista ao Jornal Opção, nesta sexta-feira, 13, para o aumento do risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) durante o Carnaval e destacou a importância da prevenção entre os foliões.

Boaventura Braz afirmou que a prevenção deve ser trabalhada antes mesmo da folia. “Hoje nós temos prevenção enquanto profilaxia pré-exposição contra o próprio HIV, contra doenças tipo sífilis, tipo gonorreia, tipo clamídia; todas elas também têm caminhos hoje ou meios de realizar prevenção, além daquilo que nós já batemos sempre, que é o uso do preservativo”, disse.
“Mas além do preservativo, nós temos meios medicamentosos para a prevenção tanto do HIV, quanto de sífilis, quanto de clamídia. Ou seja, a maioria das ISTs hoje são preveníveis utilizando de meios não medicamentosos, não terapêuticos e também terapêuticos”, afirmou.
O médico lembrou que o contexto do Carnaval favorece a negligência nos cuidados. “Infelizmente, você associar a folia com álcool e com tudo o que significa o Carnaval, o risco da indisciplina nos cuidados da prevenção aumenta. E aí as pessoas têm que ter esse cuidado de perceber que não pode baixar a guarda, porque senão acabam saindo de um Carnaval com infecções sexualmente transmissíveis”, apontou.
Boaventura Braz destacou que muitos sintomas obrigam a procura por atendimento médico. “Dependendo do tipo de infecção sexualmente transmissível, isso fica difícil da pessoa não procurar. Porque sai de uma relação, três, quatro, cinco dias depois começa a ter uma secreção uretral e com dor e com incômodo, ou então uma lesão na região peniana, ou uma lesão na parte genital feminina, que acaba levando a pessoa a ter que se preocupar, não tem jeito de fugir disso”, explicou.
“O mais complicado muitas vezes é o próprio HIV, que não são sintomas tão claros. Muitas vezes pode passar como um quadro de uma infecção viral aguda e não acaba fazendo o diagnóstico. Então o sensato é: se a pessoa correu o risco de ter relações desprotegidas e manifestar qualquer sintoma pós essas relações, deve procurar o médico, sem dúvida nenhuma”, disse.
Jovens são os mais vulneráveis
O infectologista também chamou atenção para a faixa etária mais atingida pelo HIV. “Infelizmente, curiosamente, a faixa etária mais suscetível, que mais acaba adquirindo HIV, continua sendo a mesma, ou seja, a faixa etária dos 20 aos 35 anos. São pessoas que estão exatamente iniciando a vida sexual ativa e que, infelizmente, têm muito descaso com a prevenção, e acabam sofrendo com as consequências desses seus atos”, comentou.
Prevenção
Na conclusão da entrevista, Boaventura Braz reforçou a importância da prevenção. “O importante é dizer, primeiro, que hoje nós temos mecanismos de prevenção, tanto não terapêutico, que é o uso do preservativo, principalmente. Nós temos prevenções terapêuticas, que as pessoas já devem entrar nesse período sabendo como usar e o que usar, antes mesmo de cair na folia. Esse é o grande objetivo: para que pós-Carnaval não tenham que cuidar de problemas relacionados à sua saúde”, concluiu.
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