Você sabe o que é diástase? Conheça tratamentos que prometem barriga normal no pós-parto

Afastamento dos músculos abdominais pode causar aspectos de umbigo estufado, “pochete” e de estômago alto

Reprodução

A preocupação com a forma física no pós-parto atinge quase todas as mulheres que estão passando por uma gestação. O crescimento excessivo da região abdominal pode provocar mudanças permanentes no corpo. Além do medo de surgirem as temidas estrias, uma outra consequência da gravidez tem ficado cada vez mais conhecida: a diástase.

A fisioterapeuta, certificada em pilates e licenciada no método de tratamento Low Pressure Fitness, Gracielli Manso, esplica que a palavra diástase significa afastamento anormal entre dois elementos anatômicos distintos, que deveriam estar fixados um ao outro.

“No caso da diástase abdominal, há um rompimento do músculo reto abdominal em seu eixo central onde há uma faixa de membrana fibrosa. Essa faixa é facilmente percebida em gestantes devido à linha alba e em halterofilistas devido à hipertrofia muscular do reto abdominal”, explica.

Segundo Gracielli, os locais mais comuns da diástase são: ao redor do umbigo, que dá um aspecto de umbigo “estufado”, a diástase umbilical; abaixo do umbigo, que dá o aspecto de “pochete”, diástase infraumbilical; acima do umbigo, que dá um aspecto de “estômago alto”, a supraumbilical; e ainda o afastamento das faixas verticais e horizontais, a diástase global.

A especialista explica que ela geralmente ocorre quando a parede abdominal sofre uma grande pressão intra-abdominal e pélvica, estirando a faixa fibrosa da musculatura do reto abdominal. “Ela acontece muito com gestantes e obesos devido ao ‘alongamento excessivo’ deste músculo, mas acontece também com halterofilistas pelo excesso de força.”

A melhor forma de se identificar uma diástase é através de um exame de ultrassom realizado por médico, que mostra com exatidão o seu tamanho. Mas ela também pode ser visualizada com facilidade durante os movimentos de elevação do tronco superior, movimentos conhecidos como exercícios abdominais, pois há um “estufamento” no local.

Para o tratamento da diástase há procedimentos cirúrgicos corretivos ou tratamento conservador com exercícios abdominais hipopressivos, como o Low Pressure Fitness ou LPF. O tratamento, vale lembrar, exige comprometimento por parte do paciente.

O LPF é a união da respiração Uddiyana Bhanda, do yoga, e da Reeducação Postural Global, o RPG. Segundo alerta a fisioterapeuta especialista no método, mesmo no caso de reparação cirúrgica, se a paciente não minimizar os efeitos hiperpressivos intra-abadominais, há o risco da formação de uma nova diástase abdominal. Por isso, o tratamento se torna essencial para quem quer se livrar de uma vez por todas da diástase.

“Em muitos casos a barriga volta ao normal, mas vai depender do tamanho da diástase e do empenho e disciplina do paciente para obtenção de êxito e manutenção do tônus dos músculos abdominais, principalmente do músculo transverso abdominal, que é a ‘cinta fisiológica’ do nosso corpo”, explica Gracielli.

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