Sebrae Fashion Business potencializa empreendimentos da moda goiana

Programa oferece encontros de capacitação voltados aos profissionais da área

Foto: Divulgação

Goiânia representa uma das maiores atrações do País para aqueles que querem renovar o vestuário conciliando preço e qualidade. A capital conta com diversos polos de distribuição e confecção que movimentam milhões de reais ao mês, contribuindo também com a geração de emprego e renda para os goianos. Diante dessa realidade, a Equipe Regional Metropolitana I do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae-GO) lançou o programa Sebrae Fashion Business (SBF).

O projeto envolve ações de valorização do empreendedorismo voltado ao segmento da moda no Estado. A intenção é intensificar as experiências de sucesso que foram obtidas até o momento e, para isso, os agente da entidade programaram uma série de atividades que serão realizadas ao longo do segundo semestre de 2018.

Entre o leque de profissionais do setor, estão aqueles que atuam diretamente com confecções, acessórios, calçados, cosméticos e diversos outros campos. Os temas debatidos nos encontros vão de atacado e varejo a oportunidades do mercado de consumo, economia criativa e até mídias digitais.

Nos eventos, os participantes têm acesso aos produtos e serviços oferecidos no portfólio do Sebrae-GO. Todos são focados exclusivamente em atender aos anseios dos profissionais desse segmento. Na reta final do ano, a programação conta com uma extensa agenda que envolve a participação de grandes empresas, instituições e profissionais do setor.

O mercado da moda no Estado

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Goiás ocupava, em 2016, a terceira posição no ranking de produção de algodão do País. OEstado se destaca também entre os maiores produtores de vestuário, produzindo cerca de 50 milhões de peças mensais e atraindo compradores de todo o Brasil.

De acordo com os dados de 2016 do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), Goiás é os segundo Estado com a maior produção de jeans do País. Os maiores polos industriais de confecção estão localizados em Catalão, Pontalina, Taquaral, Inhumas e Jaraguá.

Tratando-se especificamente da capital, Goiânia sedia o segundo maior polo confeccionista do Brasil, a região popularmente conhecida por “44”. Segundo a Associação Empresarial Região da 44 (AER), esse mercado movimenta cerca de R$ 570 milhões por mês em vendas, recebendo, mensalmente, cerca de 350 ônibus com compradores de todos o País.

Levando em consideração a intensa comercialização desses produtos, o Sebrae-GO promove um olhar amplo de compreensão sobre a indústria da moda que se desdobra em quatro grandes setores: têxtil e confecção, couros e calçados, jóias e acessórios e, por fim, cosmetologia e perfumaria. Todos eles são amplamente importantes para a cadeia de valor da moda, mas possuem mercados específicos que precisam ser constantemente potencializados.

Primeiros passos

Com o intuito de fomentar o mercado da moda e qualificar os empreendedores que nele atuam, o Sebrae-GO realizou o evento “Mundo Azul”. O encontro, que compõe o calendário de atividades do Sebrae Fashion Business, ocorreu no início do mês de outubro e contou com a presença do designer de moda e estilista, Riusley Figueiredo.

Estilista Riusley Figueiredo I Foto: Nelson Macedo/Sebrae-GO

Segundo a Agência Sebrae de Notícias, Figueiredo assegura que o Estado está vencendo no quesito qualidade. “Quando os profissionais conseguem unir valor agregado, produtividade e precificação, é incrível.” Sobre as oportunidades, o especialista alertou que investir em jeans é caro e demanda tempo para se obter retorno. “Infelizmente muitas pessoas que investem em jeans no Brasil querem lucro rápido e às vezes não entendem sobre o processo de alimentar a marca.”

Tendo em vista que o Brasil é o terceiro maior consumidor de jeans do mundo, os participantes aproveitaram para discutir as diferentes oportunidades oferecidas pelo mercado goiano. Graças ao encontro, os empreendedores puderam entender quais os principais desafios a serem enfrentados por profissionais que atuam na fabricação, comercialização, acabamento, design e facções.  

Vale ressaltar que o Estado possui uma produção diversificada da peça. Pensando nisso,  na edição posterior do evento, ocorrida em (03/10), foi a vez da mestre em jeans, Priscila Locatelli, assumir a palestra. Lucatelli compartilhou com o público os segredos de se agregar valor a cada uma das confecções.

Especialistas avaliam o potencial do programa

A gerente de marketing do Mega Moda Shopping, Adriane Teixeira, avalia o programa oferecido pela entidade de maneira positiva. Para ela, essa iniciativa tem fomentado a capacitação de lojistas que buscam melhorias em vários aspectos de seu dia a dia. “Contamos com mais de 1.300 lojas no shopping e o Sebrae Fashion Business traz um leque de oportunidades para cada uma das pessoas que trabalham diretamente com o mercado da moda.”

Adriana Teixeira: “A transformação dessas pessoas reflete desde o atendimento ao cliente até o design de suas peças” I Foto: Divulgação

De acordo com ela, os profissionais envolvidos com programas de capacitação podem ir além da simples distribuição, se tornando também produtores de moda no Estado. “A transformação dessas pessoas reflete desde o atendimento ao cliente até o design de suas peças. Essa experiência é capaz de enriquecer tanto o participante quanto o Estado como um todo.”

“Recomendo aos lojistas que reservem parte de seu tempo para participarem de eventos como esse. Por isso, estamos divulgando cada vez mais os benefícios do Sebrae Fashion Business na intenção de mostrar a cada um deles o poder de se agregar conhecimento”, sublinha Adriane, que diz se sentir gratificada ao se deparar com lojistas empenhados em participarem do programa e, acima de tudo, compartilhando os benefícios dessa experiência.

Por sua vez, a gerente de marketing da Estação da Moda Shopping, Bel Claro, diz acreditar que os empresários devem participar do programa pelo fato de o mercado estar em constante desenvolvimento. “Os nossos empresários estão diante da possibilidade de desenvolverem seus negócios de maneira segura. O envolvimento de micro e pequenos empreendedores em programas de capacitação favorece o trabalho consciente e aumenta os potenciais do nosso Estado.”

Bel Claro: “A participação nesse tipo de programa abre portas para novos horizontes” I Foto: Divulgação

Devido a sua vasta experiência com o mercado da moda, ela afirma que a maioria dos lojistas é ex-feirante e possui confecções de pequeno porte. “Porém, apesar de estarmos tratando de pequenos empreendimentos, a maioria deles possui um potencial de desenvolvimento muito grande. Por isso, é preciso que esses negócios se encaixem no mercado atual e se tornem cada vez mais competitivos.”

Na visão da gerente, os empresários devem se agarrar às oportunidades que fomentam a real profissionalização do setor. Para isso, é necessário se dedicar a consultorias e processos de qualificação. “Hoje, o mercado ainda é muito informal. Há uma necessidade de se buscar conhecimento, maior divulgação sobre os produtos, marcas e até mesmo a correta administração do negócio.”

Segundo Bel, muitos acabam confundindo a vida pessoal com a profissional e, por isso os empreendimentos acabam não indo para frente. “A participação nesse tipo de programa abre portas para novos horizontes e faz com que os empresários consigam não só manter os seus negócios, mas também expandi-los.”

Já o presidente da Associação Empresarial Região da 44, Jairo Gomes, acredita que a cada dia o mercado tem exigido mais dos empreendimentos do ramo. “Goiás não fabrica roupa. Fabrica moda. Por isso, o mercado tem se tornado cada vez mais exigente.”

Jairo considera a região da 44 o maior polo de distribuição do Brasil e ressalta a importância de se investir em qualificação em função da intensa demanda. “Isso fomenta uma condição de maior competitividade entre os empreendimentos.”

Jairo Gomes: “Não há mais espaço para amadorismo na confecção goiana” I Foto: Divulgação

“Ultimamente, percebo que os nossos lojistas estão procurando por qualificações com mais frequência. A maioria deles é fabricante e deseja adotar um design próprio para suas peças. Graças aos programas do Sebrae-GO, esses objetivos estão sendo atingidos com muita rapidez”, reforça o presidente a associação.

Para ele, os confeccionistas certamente perderão relevância no mercado se não buscarem maior qualificação para os seus produtos. “Não há mais espaço para amadorismo na confecção goiana. Tendo em vista o crescimento do Estado nesse ramo, os empresários precisam aperfeiçoar frequentemente seus produtos.”  

Jairo considera que os agentes da entidade desempenham um papel fundamental para os profissionais da moda da região. “A equipe da instituição atua como grande parceira dos confeccionistas. Vejo com bons olhos o que o Sebrae Fashion Business proporciona a cada um deles, pois presencio diariamente a transformação dos nossos lojistas. Isso tem despertado mais zelo e atenção com a atual situação de seus negócios.”

De acordo a analista técnica do Sebrae-GO, Thaís Oliveira, o projeto surgiu por causa do amplo comércio de produtos ligados à moda em Goiás, especialmente na região da 44. “São mais de 12 mil lojas nas galerias e oito mil em barracas na feira hippie. Estima-se que a região gere cerca de 150 mil empregos diretos. Porém, outro fator importante para a realização desse projeto são as grandes parcerias que o Sebrae-GO possui com empresas e profissionais do setor.”

Thaís Oliveira: “A instituição tem recebido feedbacks positivos dos clientes” I Foto: Divulgação

A analista destaca que a instituição tem recebido feedbacks positivos dos clientes tanto aqueles que estão estudando o mercado para realizar um primeiro investimento quanto os que já atuam e possuem empreendimentos consolidados” Para Thaís, os resultados do programa Sebrae Fashion Business estão superando as expectativas da equipe devido ao grande envolvimento dos empresários.

Programação

A programação conta com a disseminação de diversos tipos de informações de interesse da categoria, bem como rodas de conversas, métodos de diferenciação no mercado, desenvolvimento e crescimento da marca, conhecimento de mercado e público consumidor, além de ferramentas disponíveis para expansão dos negócios. Apenas no mês de setembro, foram realizados seis encontros com empresários do setor. Saiba quais são os próximos:

23/10 – Palestra: Trends para Vitrinas e Visual Merchandinsing com Sylvia Demetresco Local: Clube de Costura. Horário: 19h

24/10 – Oficina de Vitrinas e Visual Merchandinsing para o final de ano com Sylvia Demetresco Local: Clube de Costura. Horário: 09h às 12h / 13h às 18h

05/11 – A importância da criatividade como diferencial para o desenvolvimento de coleções Mediadora: Eleonora Convidados: Thais Gusmão | Rodrigo Bessa | Wasabi | Naya. Local: Café do Mundo – Shopping Bougainville. Horário: 17h

06/11 – Oficina de Criatividade e Modelagem Criativa com Thais Gusmão. Local: Clube de Costura. Horário: 14h às 17h.

08/11 – Como construir uma loja virtual para negócios de moda. Local: Sebrae-GO. Horário: 19h.

13/11 – Como criar uma página empresarial de moda no Facebook. Local: Sebrae-GO.  Horário: 19h.

03/12 – Café da Manhã com imprensa goiana Lançamento BAZAR NATAL DE ALGODÃO Local: Clube de Costura – Mega Moda Shopping. Horário: 09h

03 a 08/12 – Bazar Natal de Algodão. Local: Clube de Costura – Mega Moda Shopping. Segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; sábado, das 9h às 13h. 

10/12 – Jantar Natal de Algodão.Os voluntários da Casa Irmã Dulce, juntamente com representantes do Sebrae-GO e Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) farão a distribuição de refeições para pessoas em situação de rua na cidade de Goiânia.

Para mais informações disque: 0800 570 0800.  

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