Quem os jovens advogados apoiam à presidência da OAB

O Jornal Opção ouviu 14 profissionais com pouco tempo de carreira, mas que já conquistaram espaço significativo na advocacia goiana para saber: quem eles escolhem como presidente da Ordem? Todos eles disseram preferir o candidato Flávio Buonaduce

Flávio Buonaduce: candidato do grupo OAB Forte é apontado como o favorito entre os jovens advogados

Flávio Buonaduce: candidato do grupo OAB Forte é apontado como o favorito entre os jovens advogados

Marcos Nunes Carreiro

Não é surpresa que o curso de Direito é um dos mais procurados do País, razão para que o Brasil tenha atualmente mais de 875 mil advogados, sem contar delegados, juízes e promotores, além de todas as outras profissões ligadas à graduação. Apenas em Goiás, cerca de 3 mil profissionais são habilitados no exame de Ordem todos os anos.

E uma grande parte deles resolve seguir a carreira da advocacia, que é apontada como um ofício difícil não apenas pela própria atuação na atividade profissional (relação com o Judiciário, embates estruturais nos fóruns e tribunais etc.), como também pelos percalços mercadológicos.
Em Goiás, os advogados com até sete anos de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já representam praticamente 50% da instituição, ou seja, metade dos profissionais do Direito no Estado é de jovens, que passam a ter uma força grande nas decisões do órgão.

Por isso, com a aproximação das eleições da Ordem — 27 de novembro —, o Jornal Opção buscou ouvir 14 jovens advogados, que já tenham uma carreira sólida no Estado (e até fora dele) com média de idade de 35 anos. Todos se disseram apoiadores de Flávio Buonaduce, candidato do grupo OAB Forte. A questão: Flávio, que também é jovem, tem uma parte significativa de seu apoio entre os jovens advogados, sobretudo aqueles em início de carreira.

O motivo desse apoio se dá, em grande parte, pelo fato de Flávio ser professor — deixou recentemente a direção da Escola Su­pe­rior de Ad­vocacia (ESA) — e também atua como advogado. “Ou seja, ele en­tende os problemas do aluno e do profissional em início de carreira”, co­menta o ad­vogado Dy­o­go Cro­sara.

Veja os posicionamentos dos 14 jovens:

Carla Sahium | Fernando Leite/Jornal Opção

Advogada Carla Sahium | Fernando Leite/Jornal Opção

Carla Sahium

São nove advogados no escritório de Carla Sahium, que atua na área de direito imobiliário, arbitragem e cível. Também faz parte de recuperação judicial. Partiu dela, que é conselheira da OAB desde 2007, a proposta de criação da comissão de mediação, conciliação e arbitragem, em 2008. Participou também da comissão da OAB Nacional sobre o tema.

Ela diz que advogados precisam conhecer sua “casa”: no dia em que recebem a carteira, quando vão ao clube, mas também no dia em que precisam ir ao administrativo para conhecer o cotidiano de toda a estrutura da OAB. Por isso, segundo ela, é necessário que os advogados tenham uma visão daquilo que a classe precisa.

Carla diz conhecer a Ordem e a sua história por dentro: o dia a dia, o que se faz, as responsabilidades e as obrigações do conselho e da diretoria. “A Ordem trabalha como se fosse uma empresa”, diz. “Tem muitas filiais, que são as subseções, algo que não é fácil de ser administrado. E cada seccional tem suas necessidades, sendo necessário dar a devido atenção a todos e dizer ‘não’ para aquilo que for inviável. E acho que o Flávio Buonaduce consegue isso”.

Ela aponta que considera Buonaduce o candidato mais preparado, classificando-o como um bom ouvinte. “Quem quer ser líder não pode ter apenas uma boa oratória, pois a função do presidente de uma categoria como a da Ordem é justamente a de ouvir. Por meio disso será possível peneirar o que é viável de ser feito. Até porque nem toda promessa é possível de ser realizada. Isto é, promessas devem ser feitas por aqueles que conhecem, de fato, a Ordem e que não estejam apenas pleiteando ficar em cargos”.

Porém, ressalta: “Ele não apenas é um bom ouvinte, como também tem méritos acadêmicos e conhece a Ordem. Sabe de suas dificuldades, agruras e da necessidade de tempo de doação que se deve ter”.

E por que Buonaduce tem o apoio dos jovens? Carla diz que não apenas dos jovens, mas principalmente daqueles que conhecem a Ordem: “O apoio é daquele que sabe fazer uma separação entre o marketing e o candidato. Esse é o grande eleitor, isto é, aquele que consegue separar o material da pessoa. Por isso acho que o Buonaduce tem o apoio daqueles que conhecem a Ordem”.

patricia

Advogada Patrícia Centeno | Arquivo Pessoal

Patrícia Centeno

Formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), atua na área do direito do trabalho. Assumiu o escritório que era de sua mãe, Delaíde Alves Miranda Arantes, quando esta foi nomeada para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2011. Patrícia Centeno é conselheira seccional da Ordem, mas diz conhecer Flávio Buona­duce desde a época de faculdade.

“Ele foi meu professor de processo civil. Desde aquela época, tenho admiração por ele devido ao seu extenso conhecimento, pela ética e pelo respeito que ele sempre teve com os alunos. Quando o encontrei no Conselho, como colega, pude perceber o conhecimento que ele também tem da Ordem. Por isso, na minha opinião, Buonaduce reúne todas as características que a Ordem precisa nesse momento para se reerguer e assumir o papel que a sociedade espera que ela tenha”, diz.

Sobre o “papel que a sociedade espera que a OAB tenha”, Patrícia aponta que a Ordem em que ela se propôs a atuar é uma que age na defesa da classe, mas que também desempenha um papel social muito importante. “Por exemplo: meu padrasto, Aldo Arantes, foi preso político durante a ditadura militar. Em seu processo de soltura, a OAB desempenhou um papel fundamental. Sua esposa fez uma carta para o presidente da Ordem, que fez essa carta ser publicada em O Globo, o que culminou na sua libertação”.

Segundo ela, a função social da OAB é a de participar ativamente das questões democráticas relevantes, como a reforma política e a luta contra a redução da maior idade penal. “Essas são bandeiras que a Ordem precisa reestabelecer. E entendo que o professor Flávio Buonaduce reúne essas características. É claro que a Ordem também precisa se reestruturar em relação à defesa dos advogados. Muito já foi realizado e conquistado, mas ainda há muito a ser feito”, relata.

Patrícia diz que o apoio dos jovens advogados é devido ao fato das expectativas desse público serem atendidas pela candidatura de Buonaduce. A advogada afirma que ele gera boas expectativas em relação ao futuro da Ordem ao propor, por exemplo, a anuidade progressiva para o jovem advogado, algo que, como a Escola Superior de Advocacia (ESA), tem uma influência forte na formação do advogado em início de carreira.

“Além de ser professor, o Flávio foi diretor da ESA e defende a anuidade progressiva. Essa proposta atinge aqueles profissionais formados por meio de programas sociais, como o Fies [Fundo de Finan­ciamento Estu­dantil] e o ProUni [Programa Universidade para Todos]. Esses jovens não pagam a primeira anuidade. A partir de então, essa anuidade é progressiva: 50% de desconto, depois 45% até que ele consiga pagá-la inteira”, explica.

Advogado Dyogo Crosara | Fernando Leite/Jornal Opção

Advogado Dyogo Crosara | Fernando Leite/Jornal Opção

Dyogo Crosara

“Nós jovens sempre queremos o desenvolvimento, mas não por querermos mais que deixaremos as conquistas que tivemos. Quem é advogado e conhece um pouco da realidade de outros Estados sabe o quanto a OAB em Goiás é diferente das outras em termo de estrutura e respeitabilidade. Ou seja, queremos a mudança de alguns pontos com a manutenção das conquistas e, por isso, o projeto da OAB Forte é o melhor”.

A fala é do jovem advogado Dyogo Crosara. Formado pela Uni­versidade Federal de Goiás (UFG), na Cidade de Goiás, em 2003, Dyogo já advoga há alguns anos, voltado para a área de poder público, como direito eleitoral e constitucional, e já conquistou um espaço importante na advocacia do Estado. Assumiu, por exemplo, diretor-adjunto da Escola Superior de Advocacia (ESA).

Para ele, as conquistas estruturais da Ordem nos últimos anos são fundamentais para que outras conquistas se agreguem a partir disso. “Existem seccionais em que, até para se reunir e debater determinado assunto, há dificuldade. Veja o Distrito Federal, por exemplo. As dificuldades que eles têm de estrutura são enormes. Outro exemplo: São Paulo não tem o que temos aqui não só em termos de estrutura física como também de atendimento à classe. A Caixa de Assistência tem, por exemplo, um conjunto de ações para o advogado, implantadas durante as gestões de Miguel Cançado, Felicíssimo Sena e Henrique Tibúrcio”, afirma.

Dyogo afirma que seu apoio a Flávio Buonaduce é, entre outras questões, de­vi­do ao conhecimento que este tem da Or­dem. Ele conta que, mes­mo quando fa­zia faculdade na Cidade de Goiás, sempre enxergava na OAB uma instituição com uma respeitabilidade que extravasa a própria política classista, visto que representa a própria sociedade:

“Por isso, a Ordem precisa de pessoas que sejam preparadas de fato e que a conheçam. Estou no meu primeiro mandato como conselheiro seccional e é possível ver o quanto é difícil manter a estrutura da Ordem: são 46 subsecções, mais de 100 lugares de atendimento, quase 500 funcionários e toda uma estrutura que só quem conhece um pouco é capaz de administrar. Quem não conhece, não tem como chegar e ser presidente, especialmente se não for advogado no dia a dia. E o Flávio foi secretário-geral e diretor da ESA. Eu fui diretor-adjunto com ele e pude ver que ele de fato conhece a Ordem. E mais: ele tem vontade de gerir aquilo. Ou seja, de todos os candidatos, o Flávio é o mais capacitado”.

Dyogo ressalta a preparação acadêmica de Buonaduce e diz que sua candidatura abre a possibilidade de oxigenar as ideias. Ele diz que, através do Observatório da Advocacia — estruturado por Buonaduce —, os advogados podem apresentar suas ideias:

“Já tem dois concursos de juiz que o Flávio é o representante da OAB. Ou seja, ele é quem a Ordem manda para avaliar os futuros juízes. Mas além de ser preparado, o presidente da OAB tem que ser um advogado militante, porque ele precisa saber do cotidiano dos advogados. Se a pessoa não está no dia a dia, mas só está dando aula ou só administrando a Ordem, ela não conhece a realidade. Ou seja, essa pessoa não sabe como melhorar, de forma rápida, o dia a dia do advogado. Essa é uma dificuldade que o Flávio não tem”, assegura.

Advogado Felipe Melazzo | Arquivo Pessoal

Advogado Felipe Melazzo | Arquivo Pessoal

Felipe Melazzo

Felipe Melazzo conta que se formou ainda na década de 1990, mas que não começou a atuar logo no início, pois sua família tinha uma empresa. Porém, em 2003, seu pai foi acometido por uma doença grave e, dentro de 50 dias, veio a falecer. “Um dia antes de ele falecer, eu estava com ele no hospital e ele me disse para seguir carreira. E na minha família só tem médico. Eu fui o primeiro a me formar em Direito”.

Segundo ele, sua atuação na advocacia começou em 2005 e ele não sabia sequer por onde começar. “Eu não tinha nada, não tinha cliente. Então, comecei a entrar no ramo da construção civil. Para isso, precisei estudar muito, fazendo diversas pós-graduações. A consolidação dos primeiros clientes só veio em 2008 e, atualmente, advogo para as maiores incorporadoras de Goiás, com especialização no ramo imobiliário, direito do trabalho. Mas temos um mix aqui no escritório”.

Felipe aponta que, exatamente por ter uma carreira recente, ele apoia a candidatura de Buonaduce: “O currículo dele não deixa dúvidas de que é o mais preparado para ocupar o cargo. É um advogado atuante e pertence a uma família de advogados atuantes. Ou seja, conhece a nossa realidade e a estrutura da Ordem, que não é fácil de ser gerenciada. Ele entende bem os anseios da classe. Eu sou advogado recente, mas os colegas que comentam sobre como era a Ordem antes das gestões da OAB Forte, falam sobre as diferenças. Hoje, temos uma instituição consolidada. Então, são essas virtudes de qualidade e de projeto que me fazem apoiar Flávio Buonaduce”.

Advogado Frederico Auad | Fernando Leite/Jornal Opção

Advogado Frederico Auad | Fernando Leite/Jornal Opção

Frederico Auad

Frederico Auad, que atua nas áreas cível e empresarial, diz conhecer Flávio Buonaduce devido à sua participação na OAB. É o atual presidente do Comitê de Ética da Ordem em Goiás. “O Flávio é sempre muito ponderado, responsável e tem uma visão muito coletiva da ca­tegoria, da classe, da instituição. Mas também conheço o Flávio por seu trabalho na advocacia porque, assim como eu, ele também é um advogado que já está há algum tempo trabalhando. E ele faz um trabalho correto e qualificado”, comenta.

Para ele, o fato de Buonaduce ser professor dá a ele a capacidade de entender as necessidades dos advogados, sobretudo aqueles em início de carreira: “Ele conhece isso como poucos. Outro ponto positivo é exatamente essa visão de renovação. Pela experiência que ele tem na Ordem e na ESA [Escola Superior de Advocacia], ele tem uma visão bem ampliada dessas necessidades dos advogados. Então, ele se sobressai como um candidato mais bem preparado para coordenar a advocacia”.

Além disso, Frederico relata que ser candidato do grupo OAB Forte pesa positivamente para Buonaduce. “É inegável o trabalho que esse grupo fez à frente da Ordem. Agora, como esse projeto já dura há algum tempo, como todo empreendimento humano, ele tem alguns detalhes que necessitam de algumas adaptações ou correções e o Flávio é exatamente o ponto de equilíbrio disso tudo porque tem: experiência como advogado e na gestão da Ordem; o gabarito do grupo OAB Forte; e um espírito renovador”.

Advogado Hallan Rocha | Arquivo Pessoal

Advogado Hallan Rocha | Arquivo Pessoal

Hallan Rocha

Atuando especificamente nas áreas previdenciária e de contratos bancários, Hallan Rocha, advoga desde 2003. Embora não tenha muito tempo de advocacia, Hallan tem um currículo expressivo: lecionou a disciplina de direito previdenciário na Uni-Anhan­guera e foi, durante certo tempo, palestrante da Escola Superior de Advocacia (ESA).

Militante da Justiça Desportiva, desde 2004, ele foi procurador-geral por dois mandatos e é o atual vice-presidente e corregedor do Tribunal de Justiça Desportiva. Foi conselheiro da OAB entre 2010 e 2012 e atualmente é vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advo­gados. Além disso, advoga e é professor em cursos de pós-graduação.

Hallan diz conhecer Flávio Buonaduce desde sua primeira gestão como conselheiro da Or­dem. “À época, Buona­duce era secretário-geral da OAB no Estado. Acom­panhei todo o trabalho que ele fez à frente da secretaria geral para que ela fosse ativa na vida do advogado. Nesse segundo mandato, eu vi seu trabalho como diretor-geral da Escola Superior de Advocacia; e ele sempre atento para que a Ordem volte suas atividades para valorizar o trabalho do advogado”, relata.

Sendo advogado do seguimento previdenciário, Hallan afirma que viu Buonaduce desenvolver várias coisas, como auxiliar na realização do I Congresso Goiano de Direito Previdenciário: “Era o primeiro congresso que o Instituto Goiano de Direito Previdenciário fazia e ele precisava de um parceiro como a OAB; e esse parceiro foi o Flávio Buonaduce, que sempre esteve ligado à área previdenciária, defendendo a prerrogativa contratual dos advogados. Tanto que nessa última gestão ele foi o relator das prerrogativas da OAB”.

O advogado sustenta que o apoio dado a Buonaduce, inclusive do grupo atuante no ramo previdenciário, é devido ao seu trabalho para que a Ordem esteja voltada a dar sustentabilidade para a vida do advogado tanto defendendo suas prerrogativas quanto fazendo valer que a advocacia seja suficiente para que ele se mantenha no mercado de trabalho.

“E pude observar isso com ações concretas dele. Quando era secretário-geral e também como diretor-geral da Escola Superior de Advocacia, ele sempre buscou cursos para a valorização da classe, pois um advogado que estuda muito certamente tem mais con­dições de de­senvolver suas atividades profissionais”, analisa.

Advogado Flávio Tibúrcio | Fernando Leite/Jornal Opção

Advogado Flávio Tibúrcio | Fernando Leite/Jornal Opção

Flávio Tibúrcio

O início da carreira de Flávio Tibúrcio se deu em Belo Hori­zonte, cidade que abrigava uma filial do escritório do qual faz parte: o Tibúrcio Advogados. Depois de algum tempo na capital mineira, voltou para a matriz em Goiânia. “Por questões mercadológicas, resolvemos nos concentrar aqui e no Distrito Federal”, afirma ele, que é responsável pela área de direito empresarial.

Para o advogado, o fato de Buonaduce ser professor universitário e apresentar um profundo conhecimento tanto jurídico quanto da realidade da classe faz dele um bom candidato, além de ser um advogado atuante. “Já o encontrei diversas vezes no Fórum e no Tribunal. Buonaduce reúne, em razão disso, as condições de ter um mandato na Ordem que privilegie as demandas do advogado, afinal ele tem uma dupla visão: a do acadêmico e a prática. E isso é de suma importância”, argumenta.

Além disso, segundo ele, é preciso dizer que Buonaduce tem experiência administrativa. “Ele já foi conselheiro e diretor da ESA [Escola Superior de Advo­ca­cia]. Então, tem esse conhecimento, algo que é de primordial importância para quem lança candidatura à presidência da OAB. Fora isso, ele é uma pessoa de muito fácil acesso e que tem uma capacidade de ouvir mui­to grande e, por isso, ele tem um apoio tão grande entre os re­cém-formados”.

Advogado José Humberto Bretas | Arquivo Pessoal

Advogado José Humberto Bretas | Arquivo Pessoal

José Humberto Bretas

Formado em 2012, José Hum­berto Bretas trabalhou durante dois anos na Procura­doria Geral dos Municípios, em Goiânia. Atualmente, montou escritório próprio a agora só trabalha com assessoria e consultoria aos municípios perante, por exemplo, o Tribunal de Contas e o Ministério Público.

Ele aponta que, entre os candidatos que estão no pleito, Flávio Buonaduce é o mais bem preparado e o que tem as melhores propostas. “E isso faz com os jovens o apoiem. Falam que as eleições estão muito polarizadas entre dois candidatos, mas só ele conseguiu a atenção dos advogados em início de carreira”, conta.

Por quê? “O advogado em início de carreira precisa de suporte porque o mercado está voraz. Se ele não tiver esse apoio no início, está fadado a não suportar o mercado. Atualmente, esse suporte não está sendo dado efetivamente, mas acredito que o Buonaduce dará maior atenção para a gente”, argumenta.

Advogado Rodrigo Martins

Advogado Rodrigo Martins

Rodrigo Martins

Rodrigo Martins atua nas áreas de direito ambiental e minerário. Tem três pós-graduações, duas delas na área de direito ambiental e desenvolvimento sustentável e outra na área de direito constitucional, voltado para mineração e tributação. Ex-chefe jurídico da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o advogado também foi presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB Goiás, na primeira gestão de Henrique Tibúrcio. Atualmente, é conselheiro estadual de mineração e meio ambiente.

Rodrigo considera Flávio Buonaduce um candidato “altamente preparado tanto academicamente quanto como gestor. Ele tem mestrado, é doutorando e é um grande processualista. Eu, quando tenho dúvidas, ligo para ele, que entende muito de processo civil. É um bom professor e um bom palestrante. Além disso, faz parte do grupo OAB Forte, que teve muitas gestões exitosas”, assegura.

Ele afirma que, para ter sucesso na advocacia, é preciso ter clientes. “De todas as instituições classistas, a que tem a melhor estrutura é a OAB, que ajuda nessa questão. Visando o mercado profissional, a Ordem editou, por exemplo, o Sim [Sistema de Inteligência e Mercado], que é uma ferramenta fabulosa e pouco acessada, pois mostra o panorama do mercado. Além disso, a Escola Superior de Advocacia fez várias palestras e convênios. E essa foi a maior contribuição para a formação do advogado”.

Agora, para Rodrigo, o grande desafio da possível gestão de Buonaduce será fazer um upgrade em relação ao acesso do profissional recém-formado no mercado, ainda mais no atual tempo de crise: “É preciso traçar uma estratégia nesse sentido. Atual­mente, temos uma massa de advogados que entram na OAB e que não sabem por onde começar. É claro que isso depende do esforço do profissional em se qualificar, fazer networking e saber como o cliente o vê, mas a Ordem pode ajudar nisso”.

Advogado Guilherme Martins

Advogado Guilherme Martins

Guilherme Martins

Formado em 2012, Guilherme Martins aponta algumas características que fazem de Flávio Buo­naduce aquele que merece o seu apoio: “Ele sabe dialogar, é ponderado e preparado. Além disso, tem respeito pela classe e um trabalho desenvolvido”.

Segundo ele, Buonaduce tem um apoio grande entre os jovens advogados porque ele mesmo é jovem e tem uma visão moderna da advocacia, além de ser atuante. “O grupo OAB Forte sempre teve muita abertura para os jovens trabalharem. Eu, por exemplo, ajudo esse grupo desde que eu fazia o quarto período de faculdade”, assegura.

marcio_moraes1Márcio Moraes

Márcio Moraes é advogado da área urbanística — trata, sobretudo, do planejamento das cidades, urbanos, dos loteamentos e incorporações, bem como o acompanhamento das leis que envolvem a cidade, como o plano diretor, o código de parcelamento, de obras, de posturas, calçadas, entre outros.

O jovem, que advoga desde 2007, diz entender que Flávio Buonaduce tem uma visão diferenciada de gestão, principalmente porque firmou o compromisso de não privilegiar um segmento específico da advocacia: “Minha área de atuação, por exemplo, é muito mais consultiva que contenciosa. E Buonaduce mostra que também quer olhar por essa área em que os advogados, muitas vezes, não precisam ir ao Fórum, mas sofrem as lástimas das prefeituras e dos governos. Então, olhar para os procuradores dos municípios e para a nossa situação é que me faz ver sua candidatura com bons olhos”.

E Márcio, acreditando na vitória de seu candidato, já dá uma sugestão para a futura possível gestão: “Os problemas dos municípios podem gerar economia ou despesas para todos que ali moram. Por exemplo: as falhas na mobilidade urbana podem gerar demora no deslocamento e uma possível perda de audiências. Então, quando se olha para o planejamento urbano com certeza pode-se melhorar toda uma categoria. Com a instalação de subseções e pontos de internet, é possível melhorar a atuação da categoria em todas as cidades”.

Advogado Marcelo Feitosa

Advogado Marcelo Feitosa

Marcelo Feitosa

Marcelo Feitosa — que advoga nas áreas de direito ambiental e agrário, além de ser conselheiro seccional da OAB e relator do atual Código Florestal de Goiás — diz que apoia a candidatura de Flávio Buonaduce porque “ele é a pessoa que reúne todos os ingredientes necessários para fazer a melhor administração que a OAB já viu. É competente, um profissional sério e reconhecido, além de saber das dificuldades da categoria”, salienta.

Para ele, é preciso dizer também que Buonaduce é “um soldado a serviço da Ordem. Ele é meu colega no conselho seccional. Há muito a ser feito e o Flávio conseguirá enxergar isso porque conhece a realidade de todas as subseções da OAB em Goiás e todas as dificuldades. Ele é o único candidato que conhece isso. Falta de estrutura, falta de apoio e há muito a ser feito”.

O que dizem aqueles que atuam no interior do Estado

Breno Borges

Breno Borges, advogado das áreas cível e tributária, mora em Itumbiara e atua na região sul do Estado em cidades como: Bom Jesus, Goiatuba e Morrinhos. Ele diz que sempre foi um interessado nas questões relacionadas à OAB, muito antes de advogar, inclusive quando era estudante de Direito.

O advogado comenta que não existe trabalho sem falhas e que equívocos aconteceram e continuarão acontecendo, independente de quem esteja à frente da Ordem. Porém, ressalta que enxerga no grupo OAB Forte o reconhecimento de que há pontos a se corrigir e a busca por soluções. E é por isso que ele apoia Flávio Buonaduce:

“Muito já foi feito na subseção de Itumbiara e na seccional de Goiás. Eu vejo que a OAB nunca se furtou em atender os advogados na defesa das prerrogativas. A Ordem, hoje, tem estrutura e serviços fantásticos. Vemos apoio aos advogados nas varas do trabalho, no fórum cível, tribunais. Enfim, uma estrutura para que o advogado possa desempenhar suas funções da melhor forma possível. E esse é o principal motivo de meu apoio ao Flávio: ele representa um projeto vencedor e que já fez muito pela advocacia”.

Segundo Breno, uma das principais bandeiras de Buonaduce, por exemplo, é não aceitar que o advogado não tenha condições de sobreviver de sua profissão, tendo que buscar outras atividades. “Ele diz que a Ordem se posicionará para fazer o resgate dos advogados, que se encontram nessa situação e para fortalecer a classe como um todo, cobrando sempre do Judiciário a celeridade e qualificação de seus servidores”, aponta.
Além disso, Breno acredita que Buonaduce defenderá instrumentos para que os advogados possam se aperfeiçoar. “Muitas vezes, o advogado conquista seu cliente demonstrando conhecimento técnico-jurídico das questões que serão postas em juízo. E Flávio fala tudo isso com muita propriedade”.

Haroldo Neto: “Em 1992, eram 16 subseções; atualmente, temos 46. É difícil acompanhar ocrescimento, mas é fato que a OAB melhorou”

Haroldo Neto: “Em 1992, eram 16 subseções; atualmente, temos 46. É difícil acompanhar ocrescimento, mas é fato que a OAB melhorou”

Haroldo Neto

Haroldo Neto advoga desde 2007 e atua na região da Cidade de Goiás, Mozarlândia, São Luís dos Montes Belos e Anápolis. Sua atuação é nas áreas trabalhista, cível, agrário e família. Ele conta que participa da Ordem, mesmo que ainda não cursasse Direito, pelo fato de seu pai, Haroldo Filho, ter sido presidente da subseção da OAB na Cidade de Goiás.
“Desde 1992, quando meu pai se candidatou pela primeira vez à presidência da subseção da Cidade de Goiás e foi eleito, eu participo da Ordem e sempre junto ao projeto OAB Forte. E vejo que Flávio Buonaduce é a pessoa que melhor expressa as características desse projeto: companheirismo, união, amizade e a ética dentro da instituição, que é voltada para a advocacia e não projetos pessoais”, assegura.

Sobre a presença da Ordem no interior, Haroldo relata o crescimento da instituição dificultou que as gestões acompanhassem o ritmo, embora muito já tenha sido feito. “Em 1992, eram 16 subseções; atualmente, temos 46. Então, é muito difícil acompanhar esse crescimento com a construção de sedes, por exemplo, que é o maior anseio das subseções. Mas é fato que a Ordem, junto com a estruturação física, vem lutando para melhor atender a demanda dos advogados do interior com cursos, defesa das prerrogativas e vários outros temas”.

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