Partidos que fazem oposição a Caiado já trabalham por formação de chapas para 2022

O governador Ronaldo Caiado (DEM) deve buscar a reeleição. MDB, Republicanos, Patriota e PSL devem compor chapas competitivas. Além da polarização entre o PT e o grupo bolsonarista deve fortalecer a disputa

O cenário político em Goiás começa a movimentar visando as eleições de 2022. Mesmo com o avanço e o agravamento da pandemia do novo coronavírus, lideranças políticas e partidárias têm buscado conversar, realizar projeções para novas filiações e pensar na formação das chapas para a disputa eleitoral.

Naturalmente, o governador Ronaldo Caiado (DEM) deve buscar a reeleição. Bem avaliado pela maioria dos goianos, apesar de enfrentar a crise da pandemia e em determinados momentos tomar decisões impopulares na tentativa de conter o avanço da doença no estado.

Por outro lado, grupos se articulam para formar a frente de oposição em Goiás. Um deles é o MDB, que disputou o governo em 2018. O presidente estadual do MDB e ex-deputado federal, Daniel Vilela foi o segundo mais bem votado com 479.180 votos, representando 16,14%. Em 2020, a sigla venceu as eleições para Prefeitura de Goiânia em um chapa com o Republicanos.

De acordo com Daniel Vilela, apesar do momento difícil da pandemia e da limitação para a articulação devido ao isolamento social, o MDB tem realizado algumas conversações e, possivelmente, o partido deve ter candidatura à disputa ao governo, mas a definição deve ocorrer apenas em 2022. “Acredito que estaremos juntos com o Republicanos, como foi em 2018, em 2020 e tem tudo para ser em 2022 também.” A possibilidade natural é que o nome de Daniel Vilela seja aprovado pela cúpula do MDB.

O Republicanos tem hoje o comando da Prefeitura de Goiânia e busca fortalecer o partido, sobretudo, para a formação das chapas para disputada dos cargos a deputados estaduais e federais. Para o presidente estadual do partido e deputado federal João Campos, possível pré-candidato ao senado federal, a sigla tem a meta de eleger dois deputados federais, ou seja, 10% da bancada goiana. “É uma meta desafiadora e nós vamos trabalhar nessa direção”.

Em relação, a disputa ao governo de Goiás, o deputado João Campos destaca que, apesar da boa relação com Daniel Vilela, não houve ainda uma conversa sobre a disputa majoritária. “Não temos dificuldade de diálogo com o MDB ou qualquer força política que pretenda conversar conosco e que seja conveniente. Mas vamos decidir as nossas alianças mais para frente. O que está certo e definido é o projeto do partido. Podem surgir fatos novos que vão pesar nessas avaliações.”

Nesse semana, houve a especulação do rompimento do MDB com o Paço Municipal, diante da reforma administrativa proposta pelo prefeito Rogério Cruz , atendendo uma pressão do Republicanos e da igreja Universal. Segundo João Campos, “essa possibilidade é zero. O ajuste que está sendo feito pelo Rogério é em conjunto com o Daniel. É legítimo esse ajuste na equipe”.

Outro grupo que se movimenta com a pretensão de disputar o governo de Goiás é o Patriota com o recém-filiado Jânio Darrot. O empresário e ex-prefeito de Trindade deixou o PSDB e conta o apoio do presidente estadual da Patriota, Jorcelino Braga. A sigla, segundo Jânio, tem trabalhado na formação de uma frente de oposição para 2022, buscando partidos do centro para formar uma candidatura consistente e forte. “Eu tenho a pretensão e disposição para ser candidato a governador. Mas não será imposta, depende da aprovação das alianças políticas. E isso deve ocorrer em março do próximo ano ”.

Nessa perspectiva, o presidente do PSL em Goiás e deputado federal, delegado Waldir Soares, que deve disputar uma vaga no Senado, confirma o início de projeto em conjunto com o Patriotas para 2022. “A gestão do Estado, está um caos. O cidadão goiano precisa de um gestor, não de um Coronel. Não podemos esquecer, que nas últimas semanas, todos os dias, Goiás tem sido notícia nacional pelo descontrole com a pandemia.”

Partido dos Trabalhadores

Kátia Maria, presidente estadual da Partido dos Trabalhadores, demonstra que a sigla tem priorizando neste momento o enfrentamento da crise sanitária, economia e política do país. “É um momento muito desafiador. A nossa prioridade é o enfrentamento da pandemia e tentar ajudar as pessoas a enfrentar essa crise”.

A presidente afirma que, apesar da situação, o partido também busca criar condições para montar chapas de deputados estaduais e federais completa. Além de fortalecer o PT em todas as regiões de Goiás e ampliar o debate político mais qualificado.

Nos bastidores, o grupo petista projeta que o partido não irá deixar de lançar uma candidatura própria do governo para que a esquerda possa ter um “palanque” em Goiás.

O deputado federal Rubens Otoni, pontua que objetivo principal é eleger o presidente da República para “retomar o desenvolvimento econômico e social do país”. Nesse sentido, irá trabalhar em sintonia com a campanha presidencial e se for importante o lançamento de candidatura o PT certamente terá, como teve nas duas últimas eleições.

Bolsonarismo

O Democracia Cristã (DC) é atualmente o partido  que mais representa o bolsonarismo em Goiás, com nomes como Gustavo Gayer e a vereadora Gabriela Rodart. O presidente estadual do DC, Alexandre Magalhães assinala que presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fortalece a sigla e torna os nomes mais competitivos.

“Nós somos um partido de direita, que prega o princípio da família brasileira e respeita a Constituição. Nós temos muito a ver com o presidente Jair Bolsonaro. Ainda não temos um nome definido para disputar o governo em 2022. Mas eu vou montar chapa completa e bem competitiva. Muita gente vai ter surpresa com o DC e comigo não tem negociada”.

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